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S.Caetano é cidade com mais mortes por Covid a cada 10 mil habitantes

Divulgação/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Proporcionalmente ao tamanho da população, município tem quase o dobro dos óbitos registrados no restante do Grande ABC


Yara Ferraz

15/08/2021 | 07:10


São Caetano é a cidade do Grande ABC que mais sofre com a Covid na proporção de mortes por habitantes, indicada por especialistas como a maneira mais adequada de medir os efeitos da pandemia. De acordo com os boletins epidemiológicos enviados pelas prefeituras até sexta-feira, a cidade comandada por Tite Campanella (Cidadania) acumula 885 perdas, ou seja, 54 a cada 10 mil moradores, quase o dobro do identificado no restante da região, que tem, na média, 33 perdas a cada 10 mil munícipes.

Como efeito de comparação, a segunda cidade do Grande ABC com mais mortes por habitante é São Bernardo, com 36 a cada 10 mil, ainda assim muito distante da marca registrada por São Caetano. No Estado de São Paulo, o indicador aponta 31 mortes a cada grupo de 10 mil paulistanos e, no País, o índice é ainda menor, com 27 a cada 10 mil brasileiros.

A melhor situação entre as cidades do Grande ABC é observada em Rio Grande da Serra, que acumulou 96 mortes desde o início da pandemia, o que significa 18 óbitos a cada grupo de 10 mil moradores – veja os números das cidades na arte acima.

Uma das razões para que São Caetano apareça tão à frente das outras cidades da região no levantamento realizado pelo Diário é o número de idosos que moram na cidade. De acordo com o último censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2010 a cidade tinha 28.521 pessoas com 60 anos ou mais entre os 149.263 moradores à época – atualmente a população estimada é de 161.957 –, ou seja, 19,1% dos munícipes são idosos, público mais suscetível à Covid.

Também contribuiu para a mortalidade o recado passado pela Prefeitura em março deste ano, durante um dos períodos mais letais da pandemia, quando a administração acionou a Justiça para tentar permanecer na fase laranja do Plano São Paulo enquanto todo o Estado havia regredido para a fase vermelha, a mais restritiva. O pedido foi negado, mas durante uma semana os comerciantes da cidade foram os únicos que puderam trabalhar com pouca ou quase nenhuma restrição.

Como reflexo, apenas em março, São Caetano registrou 113 mortes, o que corresponde a 12,7% de todos os óbitos computados na crise sanitária. A semana entre os dias 21 e 27 daquele mês foi a mais letal de toda a pandemia na cidade, com 52 mortes confirmas em apenas sete dias.

Mesmo com a alta taxa de mortalidade até aqui, a Prefeitura anunciou na quinta-feira que pretende pôr fim à quarentena na terça-feira e retirar todas as restrições do comércio, assim como determina o governo do Estado. A cidade será a única da região a tomar essa decisão. As demais resolveram prorrogar a quarentena pelo menos até o fim de agosto, com receio de que a variante delta possa ocasionar uma terceira onda da Covid.

Santo André, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra vão continuar a permitir 80% de capacidade de público e que o comércio funcione das 6h à meia-noite. São Bernardo será ainda mais restritiva e vai permitir 60% de ocupação nos estabelecimentos comerciais e funcionamento das 6h às 22h, com tolerância até as 23h.  



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