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Rússia diz que Sputnik V é 83% eficaz contra variante Delta

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


11/08/2021 | 15:11


O imunizante russo Sputnik V é cerca de 83% eficaz contra a variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia, o que representa uma porcentagem menor do que o anteriormente previsto, anunciou o ministro da Saúde russo, Mikhail Murashko. Apesar da queda de eficácia, segundo a agência TASS, as autoridades culparam a nova cepa pelo aumento dos casos de coronavírus em junho e julho e a relutância da população em se imunizar, apesar de as vacinas estarem amplamente disponíveis.

Os desenvolvedores da vacina disseram, em junho, que a Sputnik V era cerca de 90% eficaz contra a variante delta. Mesmo com menor porcentagem de eficácia, o diretor do Instituto Gamaleya, Alexander Gintsburg, destacou, em entrevista ao jornal Izvestia, que o imunizante é seguro e eficaz contra todas as cepas do coronavírus. O Gamaleya foi responsável pelo desenvolvimento da vacina.

Na esteira da vacinação mundial, a agência de medicamentos da Espanha autorizou, nesta quarta-feira, 11, a primeira rodada de ensaios clínicos em humanos da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa espanhola Hipra.

O ensaio clínico vai comparar o imunizante espanhol com outras que já estão no mercado. Ou seja, os voluntários receberão uma ou outra, sem saber qual, e será avaliado, como objetivo principal, a segurança e tolerância da vacina. Como objetivos secundários, serão analisadas a imunogenicidade (capacidade de ativar o sistema imunitário) e a eficácia.

Diante da alta de casos impulsionados pela variante delta, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse hoje que a pandemia da covid-19 é o "problema número um" do país e deve ser contida com urgência.

O Ministério da Saúde do Irã relatou, nesta quarta-feira, 42.541 novos casos nas últimas 24 horas, elevando o total de infecções para 4.281.217. Ainda foram registrados 536 óbitos, totalizando 95.647 mortes, desde o início da pandemia.

Na campanha de vacinação, o presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu a gestão "democrática" do seu governo perante a crise de saúde após as críticas de manifestantes antivacina no país.

Em todo o país, centros de vacinação e testes em instalações externas e farmácias foram marcadas com suásticas e com escritos como "colaborador", "nazista" e "genocídio" nas últimas semanas. Os mesmos slogans também foram vistos em algumas manifestações contra os passes de saúde da doença.



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