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Em revés a Bolsonaro, Câmara rejeita PEC do voto impresso

Cleia Viana/Câmara dos Deputados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bandeira do presidente é enterrada por deputados; votação contrária une Alex Manente e Vicentinho


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

10/08/2021 | 23:02


A Câmara Federal rejeitou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que instituía o voto impresso em eleições, plebiscitos e referendos. Foi uma derrota do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que prega mudança do sistema eleitoral, sob risco de impedir a realização do pleito no ano que vem.

O texto da deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) necessitava de pelo menos 308 votos, mas obteve adesão de 229 políticos. Outros 218 deputados votaram contra a PEC – o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) foi o único a se abster. A decisão da Câmara leva ao arquivo a propositura, fazendo com que o voto eletrônico permaneça vigente.

A sugestão já havia sido reprovada na comissão especial montada para avaliar o tema. Mesmo assim, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidiu levar o assunto ao plenário. O cenário, que era tenso, piorou quando o governo federal autorizou desfile de blindados do corpo de fuzileiros navais na Esplanada dos Ministérios – ato interpretado como ameaça à democracia.

A PEC do voto impresso foi um dos raros temas a unir a bancada de deputados federais do Grande ABC. Tanto Alex Manente (Cidadania) quanto Vicentinho (PT) votaram contra a proposta.

Líder do Cidadania na Câmara, Alex encaminhou voto crítico à PEC por parte da sigla. “O Cidadania defende a democracia, defende as instituições. Não podemos permitir que uma narrativa criada com aspecto muito mais eleitoreiro, em momento que o País precisa de questões a serem resolvidas, possa ganhar força na sociedade. É voltar a um período de manipulação. Contagem manual sempre teve histórico de noites que mudavam resultado com mapa eleitoral. Temos de avançar nas urnas auditáveis. Ampliar a transparência. Mas não podemos criar narrativa para fazer com que a Presidência da República queira fugir dos principais temas do País.”

Depois da votação, Lira classificou o assunto como “encerrado” na casa. “Ela (a PEC) vai ao arquivo e, com respeito à Câmara dos Deputados, esse assunto está neste ano, com esse viés de constitucionalidade, encerrado. Nós não teríamos tempo nem espaço para iniciar nova discussão”, disse. “Há, como disseram alguns, a possibilidade de uma discussão ainda no Senado. Que eu também, pela longevidade da PEC que lá se encontra, não vejo essa possibilidade clara. Mas nesse aspecto, eu queria reafirmar que esse tema não exige e não precisa de vencidos nem vencedores.” (com Agências) 



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