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Tite não agrega em votos nem em imagem, diz Fabio Palacio

Claudinei Plaza/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-prefeiturável rechaça aliança com prefeito de São Caetano e ironiza saldo na urna


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

11/08/2021 | 00:20


O ex-prefeiturável Fabio Palacio (PSD), de São Caetano, voltou a rechaçar aliança com o prefeito Tite Campanella (Cidadania) em eventual nova eleição no município. Além de negar aceitar ser vice numa possível chapa, ainda ironizou a hipótese contrária, na qual teria Tite como número dois. “A posição de vice, ou ela te agrega votos ou te agrega imagem. O problema é quando ela não agrega nem em voto nem em imagem”, alfinetou.

Palacio já havia descartado a empreitada, aventada internamente por aliados dos dois lados e capitaneada pelo prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB). Na ocasião em que o Diário revelou a movimentação, o pessedista não escondeu o desconforto com a especulação de que aceitaria ser vice e escancarou o desempenho de Tite na urna no pleito do ano passado – vereador eleito, recebeu 1.678 votos. Segundo colocado na corrida ao Palácio da Cerâmica, Palacio obteve 30.404 adesões. Na sua primeira eleição, quando foi candidato a prefeito, em 2004, Tite amargou a quarta colocação, com 6.536 votos.

“Não tem nenhum sentido de, depois de apresentar um projeto para a cidade, vir como candidato vice de alguém que não teve nem a ousadia de se apresentar como (candidato a) prefeito e teve a sorte de cair ali por conta de tudo o que aconteceu”, frisou Palacio, em relação ao fato de Tite ter assumido interinamente a Prefeitura, no dia 1º de janeiro, por conta da cassação dos votos do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), mais votado na urna no pleito do ano passado.

Palacio ainda teceu críticas ao modo como Tite tem conduzido o governo, a despeito de ter assumido a cadeira em cenário de continuidade de governo. “Na prática, a gente não tem a figura de uma autoridade, de um prefeito, que tenha o comando de um time na mão. A gente não consegue enxergar ainda, nesses oito meses de governo, para que está servindo essa Prefeitura do prefeito interino. Ele está ali realmente para manter a cidade funcionando dentro dos seus limites da preparação que ele teve para assumir o cargo”, avaliou, ao criticar a condução do processo de vacinação em São Caetano contra a Covid e o recente episódio da saída da Casas Bahia, como antecipou o Diário no mês passado.

“A gente viu a Casas Bahia indo embora sem nenhuma ação do governo, com uma passividade assustadora. Faltou a Prefeitura ter uma representatividade enérgica, de pulso, para fazer projeto de longo prazo para manter a empresa aqui. (Teria de avaliar) Qual é o problema? É tributário? É de ter uma série de empresas no entorno? Qual é o problema para a Casas Bahia? Ninguém sabe por que saiu. A cidade não tem essa resposta, a Prefeitura não tem essa resposta e não abriu essa conversa. Isso gera um impacto tão grande dentro do Centro da cidade, não só dos empregos diretos, mas dos comércios da região”, citou.

Vereadores criticam nepotismo no Saesa

Fábio Martins

Vereadores de São Caetano criticaram o fato de Adauto Campanella (PSDB), irmão do prefeito Tite Campanella (Cidadania), estar em cargo comissionado no Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental), autarquia municipal, como revelou o Diário na semana passada.

Jander Lira (DEM) defendeu investigação por parte do Ministério Público, mas já salientou haver nepotismo configurado no episódio. “Deve ser investigado. Eu assino qualquer CPI para apuração. Pela lei, no meu entendimento, a situação configura nepotismo no caso de cargo comissionado. Acho que mais correto era o Adauto, ele mesmo, pedir exoneração.”

Bruna Biondi (Psol), do mandato coletivo Mulheres por Mais Direitos, subiu o tom crítico. “Para nós, é absurdo completo, não só o ocorrido como a justificativa do Tite de que isso aconteceu em governos anteriores. Até porque precisa lembrar que está lidando com administração pública, não com empresa privada, de seus negócios familiares. Isso mostra como funciona a situação de empreguismo, e que sempre vamos bater na tecla do coronelismo local.”

César Oliva (PSD) se posicionou de forma favorável à apuração do MP – que já deu início à investigação formal do caso. Porém, ponderou atenuantes. “Entendo que será necessário concluir se o prefeito interino tem ou não hierarquia para indicar nomes aos cargos do Saesa, que é uma autarquia em teoria independente. Mas creio que o MP precisa também entender principalmente a situação do mandato passado em que o irmão do prefeito cassado era nomeado diretamente no próprio Poder Executivo, em cargo no gabinete”, disparou.



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