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Incêndios no pior verão em 30 anos fazem 2 mil fugir de ilha na Grécia

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


09/08/2021 | 18:49


Ao menos 2 mil pessoas fugiram nesta segunda-feira, 9, da ilha de Evia, a segunda maior da Grécia, enquanto incêndios florestais devastam o local. Provocadas pela pior onda de calor em 30 anos - com temperaturas superiores a 45°C- as queimadas levaram a população a protestar contra o governo do premiê Kyriakos Mitsotakis, que se desculpou pela lentidão na resposta à emergência.

Imagens dramáticas da retirada dos residentes de Evia mostram o fogo ainda avançando, apesar do recuo na temperatura e dos esforços para combater as chamas.

Segundo cientistas, a onda de calor e os incêndios provavelmente têm relação com o aquecimento do planeta. Nesta segunda-feira, o relatório do Painel da ONU sobre mudanças climáticas indicou que eventos similares podem se tornar mais frequentes caso o aumento da temperatura global não seja freado.

O cuidado maior das autoridades locais na retirada de Evia é com os idosos. Ao menos 570 bombeiros trabalham na ilha, com auxílio de equipamentos enviados pela União Europeia.

Apesar do esforço, a atuação dos helicópteros que despejam jatos dágua contra as chamas tem sido dificultada pela pouca visibilidade.

Os incêndios de verão no Mediterrâneo são os piores desde quando começaram a ser monitorados, em 2003. A estação quente deste ano, no hemisfério norte, tem trazido ondas de calor inimagináveis, com temperaturas superiores a 40°C em locais temperados, como o Canadá e o noroeste dos Estados Unidos.

Drama

"Tenho vontade de chorar todos os dias", disse Nicholas Valasos, morador de Evia, ao conseguir retirar parentes idosos da ilha. "A pior coisa é ser acordado pela polícia de madrugada e ter de deixar tudo para trás e fugir."

Segundo a imprensa grega, o dano é incalculável. Os que permaneceram em Evia agora começam a contar os estragos. "Foi a maior catástrofe da história do povoado", disse Makis Ladogiannakis, um dos sobreviventes.

Os moradores de Evia vivem da produção de vinho e resina, e as plantações foram alvo fácil para as chamas.

Em Atenas, o chefe de governo pediu desculpas em meio a uma onda de raiva da opinião pública pela lentidão no combate às chamas.

"Entendo completamente a dor dos nossos compatriotas que perderam suas casas", disse Mitsotakis. "As falhas serão identificadas. (Com agências internacionais)



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