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Com dados em queda, SP libera eventos com público a partir do dia 17

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Feiras corporativas, congressos, casamentos e formaturas não terão limite de ocupação; governo promete coibir aglomerações


Anderson Fattori

04/08/2021 | 09:53


O governo do Estado vai liberar eventos com a presença de público a partir do dia 17, data em que está marcado o fim da quarentena e das restrições de ocupação e de horários de funcionamento do comércio. Com isso, feiras corporativas, convenções e congressos não terão limites para presença de público, assim como casamentos, jantares, festas de debutante e formaturas.

Já eventos com possibilidade de gerar aglomeração, como bailes em casas noturnas, shows de médio e de grande portes e competições esportivas, seguem sem poder receber público.

Mesmo os setores liberados terão que cumprir algumas regras, como promover o distanciamento mínimo de um metro entre as pessoas e obrigar a utilização de máscara e a limpeza das mãos com álcool gel. Caso o local não siga as regras, será fechado, de acordo com o que afirmou à Folha de S.Paulo, Eduardo Aranibar, subsecretário de competitividade da indústria, comércio e serviços da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. “A gente permite o 100%, mas, se não for possível não gerar aglomeração, automaticamente ele não vai poder usar 100%”, diz.

De acordo com o subsecretário, a fiscalização para o cumprimento das medidas será feita prioritariamente pelas equipes de vigilância sanitária das cidades e do Estado, em parcerias estabelecidas com o Procon e as polícias Civil e Militar. “A verdadeira força, onde temos o maior número de pessoas para fiscalizar é na vigilância sanitária municipal, que são as prefeituras que lideram”, comentou o subsecretário.

A flexibilização ocorre porque o Estado está com a vacinação avançada – 80,1% das pessoas com mais de 18 anos já receberam a primeira dose – e vem acumulando baixas consecutivas nos principais indicadores da pandemia. Na segunda-feira, São Paulo registrou pela primeira vez no ano ocupação inferior a 50% nos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) dedicados ao atendimento de casos graves da Covid – taxa que chegou a ultrapassar 92% na segunda onda da pandemia. Ontem, a ocupação era de 48,5% no Estado e de 44,5% na Grande São Paulo.

A redução ocorre também em números absolutos de pessoas hospitalizadas. Ontem, havia 10.003 pacientes internados em todo o território do Estado, sendo 5.226 em UTI e 4.777 em enfermaria. “A vida está voltando ao normal no Estado”, declarou o governador João Doria (PSDB) na semana passada ao anunciar o término da quarentena a partir do dia 17. “São Paulo teve uma queda substancial de casos, internações e, felizmente, de óbitos, porque aqui seguimos protocolos de saúde e a orientação da medicina”, completou o governador.

Desde domingo os estabelecimentos comerciais já podem operar com ocupação de 80% de público e até 0h, mas o uso de máscara segue sendo obrigatório, além de ainda ser necessário o distanciamento mínimo de um metro e o respeito aos protocolos de higiene. Segundo o governador, o acesso de clientes a shoppings, galerias, lojas de rua, bares e restaurantes deverá ser interrompido às 23h, mas com atendimento permitido até meia-noite.



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