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O valor do colaborador na empresa


Do Diário do Grande ABC

03/08/2021 | 23:59


Antes, a relação das pessoas com o trabalho estava baseada apenas na troca de esforços por dinheiro; era questão de sobrevivência, além de ser atividade direcionada unicamente ao gênero masculino, pois havia visão de que o homem era sempre o provedor da casa. A mudança desse modelo iniciou-se a partir da Revolução Industrial, quando modificaram-se as condições de vida dos trabalhadores e as relações sociais e econômicas no meio urbano – influenciando na perspectiva e ambição de cada um deles.


Hoje, essa relação se transformou. Temos pelo menos quatro ou cinco gerações dividindo-se no mercado de trabalho. Entretanto, é perceptível o choque entre elas. Diferentemente do passado, quando o trabalhador fazia carreira apenas em única empresa, em que o regime de trabalho CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) era desejo em comum, o trabalho quase sempre era formal, e a maioria seguia os mesmos padrões de vestimentas e modelo do trabalho. Agora, vivenciamos momento no qual existe equilíbrio entre interesses de empresas e de colaboradores. As novas gerações passaram a exigir locais sustentáveis de trabalho, principalmente do ponto de vista psicológico.


Buscam flexibilidade de burocracias e formalidades, reconhecimento, satisfação e preocupam-se com valores individuais e sociais.

Do lado das empresas, houve a necessidade de ajustar sua cultura e oferecer benefícios atualizados para se mostrarem competitivas. Finalmente, me parece que essa relação está ficando cada mais justa. Por exemplo, no dia a dia eu vejo que uma empresa que oferece pacote de benefícios atrativos consegue atrair e reter talentos muito mais do que outras empresas tradicionais ou que ainda não se atentaram a essa transformação.


Exemplo disso está no próprio benefício do transporte: oferecer múltiplas formas de locomoção, como o fretamento corporativo, transmite ao colaborador sensação de bem-estar e reconhecimento. A longo prazo, isso transforma-se em produtividade e satisfação, afinal, ele não precisa dirigir ou utilizar opções de transporte públicos.


Precisamos valorizar os colaboradores, afinal, são a peça-chave das empresas. É preciso atentar-se, questionar-se e começar a fazer essas mudanças. Buscar recursos tecnológicos, participar de atividades de interesses sociais e globais de forma genuína. Principalmente: é preciso valorizar e capacitar os funcionários, afinal, um colaborador satisfeito reflete empresa saudável e sociedade mais equilibrada.


Danilo Tamelini é cofundador e presidente Latam da Busup, formado em administração de empresas, pós-graduado em administração de serviços e certificado em PDD (Programa de Desenvolvimento de Dirigentes).


PALAVRA DO LEITOR

Valorização
A coluna Confidencial (Esportes, ontem) ‘cutuca’, de forma objetiva, pela valorização, preservação da memória e reconhecimento dos nossos atletas. Parabéns!
Vera Carvalho
Santo André

Positivo
A pandemia continua ceifando vidas. Mas a constatação de que pela primeira vez em 2021 a ocupação das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) no Estado de São Paulo está abaixo de 50% é fator muito positivo (Setecidades, ontem). Mas que as orientações de especialistas continuem sendo observadas, com o isolamento físico, o uso de máscaras e não promoção de aglomerações.
Uriel Villas Boas
Santos (SP)

Sem fraude
O STF (Supremo Tribunal Federal) – com sua extensão na área política, Luís Roberto Barroso presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) – se recusa a adicionar a impressão na urna eletrônica. A eleição é o maior símbolo da democracia, e em nome da honestidade, segurança, transparência e para dirimir qualquer dúvida quanto à lisura no pleito, deveríamos adotá-la. A não adoção da impressão no voto eletrônico, passível de auditar para corrigir eventuais fraudes, direta ou indiretamente estará em conluio com dolos num Brasil onde a corrupção e a impunidade fazem parte do cotidiano. É simples: só com o voto eletrônico e impresso, auditável, teremos eleição limpa, transparente e honesta. O meu e o seu voto serão corretamente computados, sem que paire qualquer dúvida quanto ao resultado.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)

Projeto de hospital
A princípio, as ideias do prefeito José de Filippi Júnior ao anunciar projeto de melhoria no sistema de saúde pública de Diadema são alvissareiras e merecem credibilidade. O projeto anunciado por este Diário pode se tornar realidade bem antes do que se planejou (Política, dia 2). O ex-prefeito Lauro Michels tentou encontrar uma solução para o caso, mas acho que pensou tarde demais, a ponto de entregar o mandato para seu sucessor sem nada ter feito a não ser andar com ‘pires nas mãos’, pedindo ajuda dos governos federal e estadual. Só que Filippi não pode deixar que esse seu projeto tenha o mesmo caminho quando ele teve a infeliz ideia de construir prédio na região central da cidade e dar-lhe o nome de Quarteirão da Saúde, que, pelo menos até o fim do governo passado, não funcionou como deveria, não justificando os milhões de reais gastos em sua implantação. Certamente Filippi aprendeu a gerir melhor a máquina administrativa mantida pela enorme carga tributária.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Enquadrado
Não queria estar na pele de Jair Bolsonaro, que desonra o cargo que ocupa, e agora está completamente enquadrado na CPI da Covid, que mostra ao vivo e a cores seu desprezo à doença e as falcatruas no Ministério da Saúde, com a tentativa de compras superfaturadas de vacinas. E, agora – e depois de duro discurso do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux –, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, diz que poderá investigá-lo por ataque ao sistema eleitoral. Podendo até sua tão sonhada candidatura à reeleição ser impugnada. E, também, Barroso aprova o envio de notícia-crime para que ele seja incluído no inquérito das fake news. Bolsonaro pode sair do cercadinho das suas falácias do corredor do Planalto para o cercadinho da Justiça. Que esta seja implacável!
Paulo Panossian
São Carlos (SP) 



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