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Zanetti arrisca, cai e termina em oitavo nos Jogos Olímpicos

Ginasta ousa em última acrobacia, vai ao solo, mas se despede de Tóquio ‘feliz’ pela tentativa


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

03/08/2021 | 07:00


Possivelmente a Olimpíada de Tóquio foi a última da vitoriosa carreira do ginasta são-caetanense Arthur Zanetti. Ouro em Londres-2012 e prata na Rio-2016, chegou aos Jogos Olímpicos no Japão com 31 anos e buscando a terceira medalha, para fechar este ciclo em grande estilo. Ontem, disputou a final das argolas e, para tentar subir mais uma vez ao pódio, ousou uma acrobacia mais difícil na saída do aparelho, caiu e acabou na oitava colocação. Terminaram nas três primeiras colocações os chineses Yang Liu (15.500), You Hao (15.300) e o grego Eleftherios Petrounias (14.133).

“Saio feliz porque arrisquei. Sofri para fazer essa saída, machuquei o meu pé várias vezes. Se eu não arriscasse, ficaria triste. Arrisquei, não tive o melhor resultado, mas pelo menos saio satisfeito porque coloquei em prática o que eu estava treinando”, declarou o ginasta, que justificou a ousadia. “Como o Marcos (Goto, treinador) fala, a gente já fez o nosso papel em 2012. Se a gente fizesse a nossa rotina não ia subir no pódio, então fomos para o tudo ou nada aumentando a nota de partida com a saída, muito difícil, de muita precisão. Tentamos e desta vez não deu certo. Quando vimos que a gente era o primeiro a se apresentar decidimos fazer a nova saída. Se a gente acertasse a chance de estar no pódio era grande, só que o esporte é falho também”, afirmou.

O ginasta explicou a diferença em sua série. “Na minha rotina eu fazia um Tsukahara, que é um duplo mortal esticado com uma pirueta e vale D. Troquei por um triplo mortal grupado, que vale G. Estou treinando essa saída há um ano e a chance de acertar era 80%. Se cravasse a saída tiraria por volta de 15.400 e seria um pódio provavelmente”, disse Zanetti, que ficaria com a prata.

O são-caetanense não confirmou ou negou que lutará para estar em Paris-2024. “Preciso relaxar um pouco para depois pensar num ciclo olímpico.”

Em breve, o ginasta chega no Brasil para descansar e, principalmente, matar a saudade do filho, Liam, de quem levou um macacãozinho na bagagem para o Japão. “Ele é minha maior conquista na vida. Quase dois meses fora de casa e o estava vendo pelo celular. Trouxe a roupa para ter o cheirinho dele. É só saudades”, admitiu Arthur Zanetti.

PANOS QUENTES
Antes de ir para Tóquio, o ginasta entrou em atrito com a Prefeitura de São Caetano, a qual criticou por corte no salário e falta de diálogo, deixando em aberto sua continuidade na cidade onde treina desde os 7 anos. Ontem, porém, ele confirmou que pretende se reaproximar dos gestores da cidade natal, onde quer seguir treinando. “Uma coisa boa é que o secretário mudou, agora é o Mauro Chekin, que conhece esportes de alto rendimento, e já sei que na volta vamos conversar. Pretendo continuar em São Caetano”, finalizou.

Rebeca Andrade dá adeus aos Jogos com quinto lugar no solo

A espetacular participação da ginasta Rebeca Andrade nos Jogos Olímpicos de Tóquio terminou ontem com o quinto lugar na final do solo. Ao contrário das outras apresentações no Japão, que lhe renderam um ouro e uma prata no salto e no individual geral, respectivamente, desta vez a brasileira não esteve tão bem e ficou de fora do pódio.

Mas, o que ela já tinha feito anteriormente nesta Olimpíada ficou para a história. Aos 22 anos, Rebeca é a primeira mulher do Brasil a ganhar mais de uma medalha na mesma edição dos Jogos Olímpicos.

“Estou muito feliz com todas as apresentações que eu fiz desde o primeiro dia. Eu amo me apresentar no solo e ganhei duas medalhas inéditas aqui, conquistadas com muito esforço, muito suor”, declarou a ginasta, sempre sorridente.

Seleção feminina de vôlei mantém 100% e pega russas nas quartas

A campanha da Seleção Brasileira de vôlei feminino na fase de grupos dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 foi impecável. Ontem, o Brasil venceu o Quênia por 3 sets a 0, com parciais de 25/10, 25/16 e 25/8, classificando-se com 100% de aproveitamento no Grupo A, com cinco vitórias em cinco jogos, na primeira colocação.

Com a confirmação da liderança da chave, as brasileiras entraram no caminho do Comitê Olímpico Russo nas quartas de final. As russas perderam da Turquia ontem e acabaram em quarto lugar no Grupo B. “Contra as russas vamos ter de jogar bem taticamente, cresceram muito da Liga das Nações pra cá. Time super perigoso com jogadoras experientes. Vamos ter de ter muito cuidado com nosso sistema defensivo, que sempre me preocupa”, previu o técnico José Roberto Guimarães.

Equipe masculina do tênis de mesa não resiste à Coreia do Sul

A equipe masculina de tênis de mesa do Brasil se despediu ontem dos Jogos Olímpicos com derrota nas quartas de final para a Coreia do Sul, por 3 partidas a 0. Formado por atletas vinculados a São Caetano, casos de Hugo Calderano (que havia chegado às quartas no individual), Gustavo Tsuboi (que chegou às oitavas) e Vitor Ishhiy, o trio fez história ao colocar o País no top 8.

“Alcançamos duas quartas de final e uma oitavas de final, coisa que nunca tinha acontecido antes. Só mostra a nossa evolução nos últimos anos”, disse Calderano. “Cumprimos essa missão de fazer algo especial. Para a gente, é uma conquista muito grande, a gente tem que sair muito orgulhoso”, declarou Tsuboi.

Lançadora da região fica em 11º; dupla do vôlei de praia avança

A lançadora de disco Izabela da Silva, do Iema, de São Caetano, disputou a final ontem, data do seu aniversário, e terminou na 11ª colocação. “Só ter conseguido a qualificação para Tóquio já foi um sonho realizado. É muito difícil chegar até aqui e disputar a final, então”, exaltou a atleta.

Já Alison e Álvaro Filho derrotaram os mexicanos Caxiola e Rubio por 2 sets a 0, com parciais de 21/14 e 21/13, e voltam à quadra amanhã em busca de um lugar nas semifinais do vôlei de praia masculino. Os adversários serão Plavins e Tocs, da Letônia, justamente os responsáveis pela eliminação dos brasileiros Bruno Schmidt e Evandro. 



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