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Melhoram os indicadores de saúde no Estado, segundo Seade


Wilson Marini
Da APJ

29/07/2021 | 14:34


O número de adolescentes grávidas no Estado de São Paulo em 2020 foi de 54.214, quase metade dos 104.984 registros em 2005, ano da aprovação da Política Estadual de Prevenção e Atendimento à Gravidez na Adolescência, que prevê ações de prevenção à gestação precoce em escolas e atendimento psicológico e ambulatorial às gestantes adolescentes. Desde 2017, os números relacionados a gravidez na adolescência (10 a 19 anos) vêm caindo: naquele ano foram registrados 74.057 casos, equivalentes a 12,1% de mulheres grávidas no Estado; em 2018 esse número caiu para 67.875 (11,2%), chegando a 60.765 em 2019 (10,4%) e 54.214 em 2020 (9,8%), indicando uma tendência de queda.

Educação sexual
A política de prevenção e atenção a adolescentes grávidas é desenvolvida por uma equipe interdisciplinar formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e educadores. "Adolescentes precisam receber orientação em saúde sexual e saúde reprodutiva, incluindo educação em sexualidade, prevenção de gravidez não desejada, com orientação e acesso a todos os métodos contraceptivos e dupla proteção, e prevenção às DSTs e ao HIV/Aids, com informações acessíveis e confiáveis", diz a deputada Patrícia Bezerra (PSDB), presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, ao destacar a importância da educação sexual não só para evitar a gravidez precoce, mas também alertar sobre doenças sexualmente transmissíveis.

Aids em queda
Estatísticas do Registro Civil indicam expressiva redução da mortalidade por aids no Estado de São Paulo, com diminuição no volume de óbitos e das taxas de mortalidade nos últimos 35 anos. Em 2019, foram registrados 2.049 óbitos pela doença no estado, o que corresponde a 19,4% do total de mortes no Brasil. Até aquele ano, havia um total acumulado de 120.171 óbitos por aids no estado, o que representava 34,4% do divulgado para o país. Esses números, segundo os técnicos estaduais, mostram que houve redução na mortalidade no território paulista em relação ao restante do país.

Análise regional
A Baixada Santista apresentou as maiores taxas durante o período analisado, alcançando 43,5 óbitos por 100 mil habitantes em 1995, 13,9 por 100 mil em 2007 e 7,6 por 100 mil em 2019. As menores taxas foram registradas na região de Registro (Vale do Ribeira), com 4,8, 5,5 e 1,1 óbitos por 100 mil, respectivamente, nos três anos. Em 2019, as taxas de mortalidade por aids de todas as regionais de saúde reduziram-se. Nesse ano, apenas seis regiões atingiram taxas de mortalidade maiores que 5,00 óbitos por 100 mil: Baixada Santista (7,6), Barretos (5,7), Araraquara (5,5), Taubaté (5,5), São José do Rio Preto (5,2) e Ribeirão Preto (5,1). Nas demais 11 regiões, as taxas foram inferiores a 4,9 óbitos por 100 mil.

Deu certo
"É proibido fumar neste local", diz a placa com o símbolo do Estado de São Paulo e um cigarro cortado. A proibição do fumo em todos os ambientes de uso coletivo total ou parcialmente fechados foi estabelecida por lei estadual de 2009 para diminuir os efeitos negativos do cigarro em fumantes passivos. Segundo o Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde, responsável pela fiscalização da lei antifumo, foram realizadas cerca de 2 milhões de inspeções desde a aprovação da política. Desde então, até junho deste ano foram autuados 5.106 estabelecimentos que descumpriram a norma no Estado de São Paulo até junho deste ano.

Indústria têxtil
Entre 2007 e 2018, a indústria têxtil e de confecções brasileira apresentou desconcentração, com redução da participação de São Paulo. Em 2007, a indústria paulista contribuía com 40,7% do Valor de Transformação Industrial do país, recuando para 31,6%, em 2018, de acordo com estudo do Seade. Apesar dessa diminuição, o estado de São Paulo manteve em 2017 peso relevante no emprego. No total do Brasil, São Paulo tinha participação de 35,0% e 24,6% nos postos de trabalho nas indústrias têxtil e de confecções, respectivamente. Dentro do Estado, houve aumento de participação de alguns municípios no Interior Paulista, como Araraquara, Taguaí, Itaquaquecetuba e Ibitinga.

No Vale
O Grupo Farma Conde inaugurou novo Centro de Distribuição, em São José dos Campos. O objetivo é promover o abastecimento das 250 lojas da rede. Com a ampliação da infraestrutura, será ampliada a capacidade de estocagem de 8 mil produtos, entre medicamentos, suplementos alimentares, cosméticos, perfumaria e acessórios de bem-estar e beleza.

Otimismo
? Apesar dos desafios impostos por escassez e aumento nos custos do aço, a expectativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção para o crescimento do setor em 2021 subiu de 2,5% para 4%.
? O Índice de Confiança da Construção da FGV teve alta de 3,3 pontos de junho para julho deste ano. É o maior patamar do indicador desde março de 2014. O crescimento foi puxado pela melhora da confiança dos empresários em relação aos próximos meses.
? A alta no preço das commodities (bens primários com cotação internacional) fez as exportações do agronegócio aumentar 20,9% no primeiro semestre de 2021 em relação ao ano passado.  



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