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São Caetano não admite tutela externa, alega Tite

Nario Barbosa / DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Político endossa fala de Auricchio, critica influência de Morando e reconhece tentativa da oposição


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

28/07/2021 | 00:11


O prefeito de São Caetano, Tite Campanella (Cidadania), endossou ontem as declarações do ex-chefe do Executivo José Auricchio Júnior (PSDB), antecessor no comando do Executivo e mentor de seu grupo político, em ataque ao que chamou de interferência política, sem mencionar nomes, do prefeito Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo, na tentativa de aproximá-lo com o ex-prefeiturável Fabio Palacio (PSD), aliado do tucano do município da cidade vizinha e que representa oposição local a Auricchio. “Ingerência que não tem necessidade, por capricho. Cidade não admite essa tutela externa”, sustentou Tite.

O posicionamento se deu em coletiva de imprensa relativa ao aniversário de 144 anos de São Caetano – evento realizado no Teatro Santos Dumont. Em meio à polêmica, Tite sentou à mesa entre o deputado estadual Thiago Auricchio (PL), filho de Auricchio, e o deputado federal Alex Manente (Cidadania), além de vereadores da base aliada e secretários. Ele relembrou Lauro Gomes, que governou São Bernardo e Santo André, para repreender Morando. “São Bernardo produziu um dos maiores prefeitos (da região), foi em São Bernardo, Santo André e poderia ter sido em São Caetano. Ele tinha capacidade para isso. Vinha e falava com São Caetano, não mandava recado, não mandava boneco para falar por ele. Uma pena que hoje isso se inverteu.”

O Diário mostrou no sábado que existiu investida em torno de uma aliança entre Tite com a oposição para eventual nova eleição em São Caetano, com escanteamento de Auricchio. O ex-prefeito foi o mais votado no pleito do ano passado, mas teve seus votos anulados pela Justiça Eleitoral – Palacio ficou na segunda posição. O tucano busca, contudo, reverter cenário desfavorável, mediante recurso, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Decisão do ministro Luís Felipe Salomão, de junho, abriu possibilidade de revisão de voto no caso do ex-prefeito, entendendo que o veredicto tenha que ser dado pelo plenário da Corte, o que deu novo fôlego a Auricchio e expectativa que o processo possa ser apreciado em agosto, pós-retorno do recesso do Judiciário.

“A política tem que ter vencedores e derrotados. Não dá para ter só vencedores. Quando todos saem vencedores quem perde é a população, quando todo mundo ganha é conchavo, acerto. Não dá certo. Importante que haja vencedores e derrotados, embora não humilhados”, disse Tite, se referindo à ideia de declinar de composição com as lideranças que integraram principais campanhas antagônicas na empreitada majoritária municipal. “Claro que todo mundo sabe que influência de São Bernardo na eleição política em São Caetano é muito grande. Tem estrutura montada para pessoa fazer campanha sem parar, diuturnamente, apontando nova eleição em março, agosto. Infelizmente, é incentivado por São Bernardo. Lamentamos.”

O tom do discurso de Tite durante a entrevista foi diferente da linha adotada por ele no sábado, data em que o Diário revelou o plano iniciado por auxiliares, em que pese o prefeito ter reafirmado no ato lealdade a Auricchio. Lá, ele evitou confirmar a tentativa de acordo proposta por interlocutores da oposição. O político do Cidadania admitu ontem, por outro lado, ter havido conversas sobre esse teor, porém, segundo ele, não alimentadas. “Às vezes, a gente vê fogo, mas não sabe de onde originou. Que houve movimento neste sentido, houve, imediatamente rechaçado, sem qualquer tipo de possibilidade de prosperar. Sem demérito das pessoas que participaram disso (tratativas).”

Ao Diário, conforme publicado na edição de ontem, Auricchio classificou como afronta o plano arquitetado por Morando para unir Tite e Palacio. Mesmo evitando citar os responsáveis, o ex-prefeito mandou recado claro ao correligionário de São Bernardo, a quem jamais nutriu proximidade, apesar de dividirem a mesma sigla. “É desrespeito aos atores políticos e à história de São Caetano pensar em algo assim. É também duvidar do caráter do Tite, que é um cara extremamente correto. Eles (agentes públicos de São Bernardo) não podem medir os atores políticos de São Caetano com a régua deles”, afirmou o ex-chefe do Executivo.

Apontado como um dos interlocutores da sondagem, Alex negou ter levado a proposta a Tite em encontro realizado na última sexta-feira. O deputado chegou a falar que a tratativa pode até ter existido, no entanto, que essa situação não contou com sua participação (confira mais abaixo). “Na política se discutem os corredores. Tentar verbalizar a voz de um ator político é uma infelicidade. Lamento, profundamente, que pessoas experientes acreditem nessas histórias em vez de verificar histórico de lealdade das pessoas.”  



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