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Mudar lei e educar


Do Diário do Grande ABC

26/07/2021 | 00:01


A pandemia do novo coronavírus colocou o mundo em pânico pela força de sua letalidade, desequilibrou a economia, provocou desemprego e deixou milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade. Mas também obrigou governos a impor o isolamento físico para tentar conter a proliferação do vírus, o que de certo modo abriu caminho para que degenerados se aproveitassem da inviolabilidade dos lares para atos de violência doméstica e praticar aquele que, talvez, seja o crime mais hediondo, o estupro.

Reportagem de hoje deste Diário revela que foram registrados nas sete cidades do Grande ABC nada menos do que 229 boletins de ocorrência por estupro entre janeiro e maio, dos quais 173, ou 75,5% dos casos, contra vulneráveis, grupo no qual estão pessoas com menos de 14 anos, deficientes, idosas ou que não têm condições de se defender, como acamados ou que estão sob efeito de drogas.

Significa que a cada 21 horas houve um crime do tipo contra vulnerável na região. Difícil até encontrar palavras para qualificar um ser que de humano tem pouco, para não dizer que não tem nada além do corpo.

Quando se compara com o mesmo período de 2020, o número de casos teve aumento de 5,3%, mas com certeza outros tantos não chegaram ao conhecimento da polícia, porque sabe-se que a subnotificação também é muito alta. Na maioria das vezes, porque as famílias ou as próprias vítimas têm vergonha de se expor.

Afinal, em boa parte dos casos o agressor é parente ou bem próximo da família, como aconteceu com garota de Mauá de apenas 6 anos, que foi vítima de um homem que era inquilino e morava no mesmo quintal. Foi detido, mas como não era flagrante, voltou às ruas. Nenhum tipo de crime merece perdão, é preciso que o responsável seja punido. Deixar a cadeia após cometer estupro é ainda mais inadmissível. Portanto, é necessário mudar a lei, conscientizar a população e educar as crianças, a fim de tentar reduzir os riscos. 



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