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Quem são nossos jovens


Do Diário do Grande ABC

25/07/2021 | 09:24


No século XX, os jovens percebem que suas vidas são dominadas pelo cenário político e vemos as primeiras reações aos governos. Muitos jovens, integrantes de partidos e agremiações de esquerda, divergem da ideia da guerra patriótica e se lançam na política. Porém, o grande salto vem depois da Segunda Guerra Mundial, quando a geração dos baby boomers chega às universidades. A partir dos anos 1950, os jovens começaram a se interessar e, principalmente, participar do cenário político, dos Estados Unidos, Europa e América Latina. Os movimentos estudantis chegaram a suplantar os movimentos operários durante o período das ditaduras militares na América do Sul.


Nos anos 70 e 80, com o arrefecimento da Guerra Fria, com algumas conquistas ligadas aos direitos civis e devido ao fim gradativo das ditaduras latino-americanas, os jovens daquele período, segundo Mário Sérgio Cortella (filósofo, escritor, educador, palestrante e professor universitário brasileiro), “perderam” o interesse pelas lutas coletivas e passaram a se dedicar ao seu desenvolvimento e enriquecimento próprio. Nos anos 90, com o fim da União Soviética (1991) e da Guerra Fria, a geração Z – conhecidos como nativos digitais – perdeu ainda mais o interesse pela política, pois as mudanças são muito lentas e o descrédito na classe política é muito grande.


Nos anos 2000, assistimos a algumas manifestações de jovens, como na Primavera Árabe (2008), quando, por meio das redes sociais, os movimentos pela democracia em países governados por ditaduras há décadas conseguiram derrubá-las. No Brasil, em 2013 e 2014 também tivemos várias manifestações dos jovens estudantes nas ruas exigindo, principalmente, maior honestidade da classe política.


Os mais velhos, como eu, dizem que essa geração atual, chamada pejorativamente de ‘floco de neve’, é muito ‘fresca’ e cheia de ‘mimimi’. Mas basta uma análise superficial para vermos o quanto isso está errado.


Os jovens dos anos 2020 sabem reivindicar seus direitos, apresentam ideias excelentes para a resolução dos problemas atuais – basta frequentar as feiras de ciências das escolas e universidades do País – além de não aceitarem qualquer forma de intolerância, discriminação ou racismo. Como educador, fico muito orgulhoso quando um jovem em sala de aula balança a cabeça em sinal de negação ao ouvir expressão discriminatória ou piadinhas estilo anos 80. Não precisamos recriar a geração dos anos 60, como muitos dizem... precisamos dar oportunidades a essa geração de participar do cenário político.


André Bodão Marcos é especialista em história do Brasil e gestão escolar, professor do Colégio Positivo e assessor pedagógico no CIPP (Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento), do Grupo Positivo.


PALAVRA DO LEITOR

Amigo da onça – 1
Afirmo que o senhor Carlos Roberto dos Santos não é amigo de vigilante algum e suas colocações em carta nesta coluna são mentirosas (Vigilantes, dia 19).
Alcyr Ribeiro
São Bernardo


Amigo da onça – 2
Nem conheço esse cidadão, que se diz amigo dos vigilantes. Para mim isso é armação para prejudicar a nossa imagem perante os nossos superiores.
Joel Correia de Melo
São Bernardo


Amigo da onça – 3
É absurdo querer prejudicar categoria tão sofrida, que é a dos vigilantes patrimoniais funcionários públicos da Prefeitura de São Bernardo. Mas a eleição está aí, e será a hora de dar a resposta certa.
Julio Bibiano de Moraes
São Bernardo


Amigo da onça – 4
Sou vigilante patrimonial há 31 anos na Prefeitura de São Bernardo e, em resposta ao que foi dito pelo senhor Carlos Roberto dos Santos, afirmo que ele está enganado, porque, nós, vigilantes, ainda continuamos a receber a periculosidade, conforme é determinado pela lei. Quanto à nossa licença-prêmio somente foi suspensa a contagem de tempo por causa do coronavírus. E não foi suspensa somente para nós, mas para todos os funcionários públicos do Brasil. Esse senhor quer apenas desprestigiar a nossa categoria.
Sebastião José Pereira
São Bernardo


Democracia
Vocês já perceberam que a palavra democracia só tem valor quando é usada em prol das coisas taxadas como erradas, ou seja, que fogem de conduta onde se pretende aplicar o respeito, a moral e, acima de tudo, a boa educação? Pois é isso mesmo que ocorre neste País. Quando político de boa índole, seja ele de qualquer partido, apresenta projeto em que procura alertar o povo e beneficiar a Nação, pode ter certeza que o ‘dito-cujo’ é taxado antidemocrático. É por essas e outras que muitas pessoas torcem para que o famoso ditado popular ‘quanto pior, melhor’ faça parte do cotidiano brasileiro. Acorda Brasil, pois já passou da hora de mudarmos a Nação.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá


Nunca se falou
Fico a pensar como é influente o presidente da República. Não por seu nulo poder de convencimento ou a minguada inteligência, mas pela rede da maldade que montou por trás de seu governo, capaz de disseminar o que bem entendem, as mais torpes mentiras, e fazer os incautos acreditarem em tudo o que ele supostamente fala ou posta em suas redes sociais e nas dos filhos, igualmente maldosos, os verdadeiros mentores deste governo. Exemplo claro é a briga dele para instituir o voto auditável. Impressionante como se ouve seus seguidores replicarem o pedido para instituição desse mecanismo na eleição sem nem ao menos fazerem ideia do que se trata. Pedem apenas e tão somente por que seu mestre mandou. Este é um caso de vexame, de vergonha alheia. Único sentimento é o de pena.
Honorato Gomes
Mauá
 



Comentários

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