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Minha jornada empreendedora


Do Diário do Grande ABC

23/07/2021 | 23:59


É difícil escrever sobre empreendedorismo e sobre ser CEO mulher sem soar clichê ou prepotente, mas vou tentar dividir os principais aprendizados até aqui dessa jornada, que tem me moldado como pessoa e profissional. Começando pelo empreendedorismo: diferentemente do que vemos em países mais desenvolvidos, onde empreender é criar produtos revolucionários que mudam nossos hábitos. Empreender no Brasil é jogo de ‘combate à ineficiência’. Procuramos desenvolver soluções melhores do que as já existentes nos setores mais tradicionais da economia. Essa dinâmica gera a maior oportunidade de se empreender no Brasil, mas também o maior desafio. Quando digo desafio, digo, pois não é fácil ‘convencer’ as pessoas de que existe algo melhor do que ao que elas estão acostumadas há anos.


Ninguém lhe prepara sobre o que vem pela frente – nem mesmo a leitura dos mais diferentes livros, artigos ou podcasts, ainda que eu recomende a imersão em todos eles. Por mais que não sejam a receita do bolo, são relatos poderosos que servem como referência e inspiração para os desafios do caminho. É ainda mais difícil se sentir preparado quando você sente que tem menos experiência do que deveria ou então quando é uma das únicas mulheres na sala, se não a única. Como tudo que requer ‘começar’ na vida, a parte mais desafiadora é quebrar a inércia.


Foi difícil encontrar os primeiros clientes? Sem dúvidas. Foram quase seis meses para fechar a primeira venda. Mas, seis meses depois, já tínhamos quase 50 clientes na empresa. A estrela guia da nossa jornada foi: clientes felizes trazem mais clientes.


Foi desafiador se sentir apta a liderar empresa pela primeira vez e vencer aquela ‘síndrome da impostora’ que atormentava os pensamentos? Com certeza. Mas foi a mesma certeza de que ninguém tinha mais contexto ou paixão sobre a direção que queríamos seguir, que me deu conforto. É difícil ser a única mulher da sala e toda a bagagem que isso traz? Obviamente. Mas é a convicção de que o ‘exemplo arrasta’ que me faz seguir em frente.


Empreender não é nada fácil – tampouco é replicável. Mas as mulheres que sonham em empreender, mas não sabem se ‘têm aquilo que precisam’, vou contar um segredo: ninguém tem.
O ingrediente necessário para quebrar a inércia é: começar. Vai precisar de pitada de coragem, muita vontade de fazer acontecer, paixão em ver coisas tomando forma, e muita obstinação, pois o que não vão faltar são pessoas lhe dizendo que não dará certo. Durante o processo você vai ver clientes apaixonados por soluções que nem acreditavam serem possíveis e a construção de cultura forte e colaborativa que servirá de combustível para todo o resto.

Manoela Mitchell é CEO da startup Pipo.


PALAVRA DO LEITOR

Amigo da onça
Sou vigilante patrimonial na Prefeitura de São Bernardo, e venho a esta coluna para demonstrar todo o meu repúdio à carta do senhor Carlos Roberto dos Santos (Vigilantes, dia 19), que não condiz com a realidade. A nossa licença-prêmio não foi tirada e sim bloqueada até o ano de 2022, devido à pandemia. Também não foi tirada a nossa periculosidade, estamos a receber normalmente. Não sei de onde vem tanta notícia falsa. É má informação ou má-fé para prejudicar a alguém. A pergunta é: a quem? Não conheço esse senhor, meu amigo ele não é!
Vagner Luis Pacheco Pimentel
São Bernardo

Olimpíada
Reportagem neste Diário relata o potencial do nosso Grande ABC em ter 24 atletas na Olimpíadas, número expressivo que merece os parabéns aos atletas e às suas famílias pelo esforço de chegarem ao ápice da carreira (Esportes, dia 22). Porém, sabemos que para o esporte e para esses atletas nada é feito pelas prefeituras nem pelos secretários de Esportes das cidades, que não se esforçam para o esporte competitivo e se restringem a dar camisas e bolas para os times de futebol da várzea, pois lá se faz marketing político com muito menos.
Robson Albuquerque da Costa
Santo André

Responsabilidades
Ainda sobre o Artigo do senhor Samuel Oséas Braga (Opinião, dia 22), como ele menciona, os ‘zelosos guardiões da coisa pública’ devem sim administrar bem os recursos financeiros públicos de modo a atender não tradições, mas todas as demandas. E não dá para fechar os olhos às necessidades de tantos animais órfãos de atendimento público, muitas vezes abandonados nas ruas, vítimas de maus-tratos e à mercê de todo tipo de sofrimento, justamente por causa da antiga ‘tradição’ de abusos contra eles, de visão doentia e distorcida que não são merecedores. Deveria estar mais antenado, pois muitas atitudes cruéis, preconceitos em geral, racismos, abusos contra mulheres, crianças, idosos e discriminados também eram vistos como comuns e até tradicionais. Precisamos cuidar dos animais sim, e agora, e não vir com conversinha furada de empurrar o assunto para o fim de fila que nunca vai ter fim. Hoje em dia precisamos, acima de tudo, de cultura de paz, com respeito e empatia a tudo o que existe, pois tudo é de nossa responsabilidade.
Sandra Maria Martinello
Santo André

Inimigos
Com a aprovação do aumento do indecente fundo eleitoral pelos nossos congressistas, inclusive com voto a favor de deputado do Grande ABC, podemos dizer que os maiores inimigos dos brasileiros são os políticos brasileiros? Também podemos dizer que são o câncer do País?
Arlete Batista
Diadema

Nocivos
Nada é mais nocivo para o desenvolvimento do País e o bem-estar do povo que a maioria dos políticos que temos. Egoístas, cegos e surdos, vivem em mundo à parte. Não estão nem aí por Brasil próspero, mais digno e justo. Ganham demais, enchem-se de privilégios, dividindo-os com demais sanguessugas do povo, transformando o País em verdadeiro paraíso dos corruptos. ‘Suas excelências’ se xingam e brigam pelo poder, mas, como dizia meu pai, ‘são todos farinha do mesmo saco’. Falam contra o regime militar, mas tudo fazem para que volte. Bandidos sanguinários beneficiados por leis absurdas nos assaltam e matam sem termos direito legal à defesa. Trabalhadores e aposentados perdem direitos. A economia capenga depende do nosso FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). São 15 milhões de desempregados endividados, mais de 30 milhões ‘vivendo’ de programas sociais, de ONGs (Organizações Não Governamentais) e da caridade popular, tudo antes da pandemia. Esse é o saldo que nos deixaram depois de quase 40 anos. Ainda assim querem continuar com as imorais vantagens que se atribuem. E por que tantos?
Nilson Martins Altran
São Caetano 



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