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Concessão de crédito imobiliário alcança patamares recordes

Nario Barbosa/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aumento nos financiamentos autorizados pelos bancos chega a R$ 97 bi no primeiro semestre, alta de 124%; região é beneficiada


Yara Ferraz

23/07/2021 | 00:01


Os financiamentos imobiliários concedidos por instituições financeiras para aquisição e construção de novos imóveis no País totalizaram R$ 97 bilhões no primeiro semestre, alta de 124% em relação ao mesmo período do ano passado, quando chegaram a R$ 43,4 bilhões. O montante já é maior do que o valor de todo o ano de 2019 – portanto, antes da pandemia –, com R$ 78,7 bilhões. O indicativo também beneficia o mercado imobiliário do Grande ABC, que vislumbra continuidade no crescimento.

Os dados, divulgados ontem, são da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) e mostram valores de crédito imobiliário disponibilizado pelas instituições financeiras com recursos das cadernetas de poupança.

De acordo com a associação, foram 417,9 mil imóveis financiados no primeiro semestre de 2021, o melhor na série histórica pós-Plano Real. A alta foi de 160,1% em relação a igual período de 2020.

Somente em junho, foram concedidos R$ 19,66 bilhões, maior volume nominal mensal da série histórica iniciada em 1994. No mês passado, foram financiados, nas modalidades de aquisição e construção, 86,2 mil imóveis, resultado 160% maior, comparado a junho do ano passado.

“O mercado vem numa aceleração de concessão de crédito imobiliário. Depois do susto inicial da pandemia, no ano passado, com a retomada de atendimento dos cartórios e incorporadoras, o mercado voltou a acelerar. O semestre refletiu essa aceleração. É um momento bastante favorável, com imóveis a preços relativamente baixos, e os juros também, como nunca se viu na história recente”, afirmou o diretor executivo da associação, Felipe Pontual. A entidade espera fechar o ano com R$ 195 bilhões em financiamentos (leia mais abaixo).

No Estado, a alta no volume de financiamentos chegou a 128% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2020. “O maior crescimento foi no Pará, com 184%, mas São Paulo é onde temos o mercado mais dinâmico. Temos grandes movimentos de incorporações em Osasco e no Grande ABC. Na medida em que o imóvel da cidade de São Paulo fica mais caro, muitos compradores migraram”, disse Pontual.

Segundo o presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), Milton Bigucci Júnior, o mercado na região “vem em um crescimento forte”, com lançamentos de empreendimentos esgotando pelo menos em 80% nas vendas no período de uma semana. “É um crescimento muito forte, com resultados que o setor já não alcançava há anos. A demanda deve continuar muito forte neste segundo semestre. A queda de juro ajudou a manter a construção no positivo, assim como as boas condições de financiamento, já que os bancos estão competindo entre si, o que é muito positivo para o consumidor.”

Mercado deve continuar a crescer

A expectativa da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) é que o mercado continue a crescer nos próximos meses. A previsão é de crescimento de 57% no ano fechado de 2021, para R$ 195 bilhões concedidos em crédito imobiliário, o que configura novo recorde histórico.

“A maioria dos setores da economia foi fortementente afetada pela pandemia. Agora, com o avanço da vacinação e a retomada econômica, muitas pessoas que não tiveram a condição de comprar um imóvel devem procurar o financiamento”, afirmou o presidente da Acigabc (Associação das Construtoras, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), Milton Bigucci Júnior.

Segundo ele, com as condições disponibilizadas atualmente, este é o momento para quem quer investir. “A hora de comprar imóvel é agora, porque, com a alta de material de construção acontecendo, demanda alta e a possibilidade de aumento na taxa Selic, a tendência é que os imóveis tenham alta de preços. Ou seja, quem comprar agora vai ter a valorização em pouco tempo. E mesmo essas altas nos preços não devem prejudicar o mercado”, finalizou o dirigente da associação do Grande ABC. 



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