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Extinção do Imasf e hospital veterinário


Do Diário do Grande ABC

21/07/2021 | 23:59


Fatores de naturezas econômica e financeira, com certeza, foram os responsáveis pela vertiginosa e rápida decisão de extinguir o Imasf (Instituto Municipal de Assistência à Saúde do Funcionalismo). Dados sobre a situação fiscal da Prefeitura de São Bernardo embasam a afirmação:

1 – o titular da Secretaria de Finanças, em reportagem neste Diário (Política, dia 1º de outubro de 2019), apontou declínio nas receitas municipais, próprias e muito mais nas transferências do Estado e da União, fundamentais ao município;

2 – relatório de setor específico da esfera federal destaca São Bernardo como a terceira cidade mais endividada do País. Escreve o analista: ‘Segundo os dados, São Bernardo tem dívida consolidada liquida na ordem de mais de R$ 2, 28 bilhões”. (https://www.tesourotransparente.gov.br/visualizacao/painel-de-endividamento-dos-entes-subnacionais).

3 – Considerando que o orçamento anual é cerca de R$ 5 bilhões, conta simples conclui que quase metade está comprometida com dívidas.

Logo, pode-se pensar que a extinção do Imasf tenha se ancorado em urgente e impostergável economia. Sob esses aspectos e subtraído o risco de não dar certo a terceirização do plano de saúde do Imasf, até que os nobres autores da façanha podem ser reconhecidos como zelosos da coisa pública. Esses corajosos guardiões do bem e coisas públicas serão mesmo honestos e conscientes se forem coerentes em não dar continuidade ao plano de implantar no município hospital público para cães e gatos. Se não há recursos para manter o plano de saúde dos servidores é evidente que também não poderá haver para instalação de hospital veterinário, público. Será o cúmulo do desprezo aos servidores a efetivação escandalosa dessa inversão de valores. Conferindo aos animais maior dedicação do que a vidas humanas. Será o tiro de misericórdia. Tapa na cara. Hospital público para cães, gatos e similares, onde não se conseguiu sustentar o plano de saúde para 38 mil pessoas.

Hospital veterinário público só é viável e aceitável depois de atendidas todas as demandas voltadas ao ser humano: habitação, segurança, educação, transporte e muitas outras necessidades, que cabem ao poder público socorrer e prover. Em São Bernardo é utopia. Se o poder público municipal (Executivo e Legislativo) rende-se ao disparate de extinguir tradicional autarquia que bem ou mal estava cuidando da saúde do servidor e seus dependentes, espera-se que a razão norteie suas decisões e não arrisque se desmoralizar levando tudo ‘pro brejo’ na aventura de instalar hospital veterinário. Hospital veterinário que, como acontece com os hospitais de humanos, irá atender de graça animais de todo o Grande ABC e arredores.


Samuel Oséas Braga é auditor fiscal de rendas municipais da Prefeitura de São Bernardo.


PALAVRA DO LEITOR

Azulão – 1
Talvez desespero ou incompetência. Falta-me palavras para relatar o anúncio do funkeiro MC Livinho na AD São Caetano (Esportes, ontem). Esses dias o clube apresentou os filhos do Marcelinho Carioca, que não conseguiram jogar em lugar nenhum, e, agora, o tal do MC Livinho. Tenho receio que o próximo seja o Lindemberg Alves, o assassino da Eloá Pimentel. Time que já chegou a uma final de Libertadores, que já fez o que já fez de positivo se dar a um papel desses! Francamente. É o fim.
Robson Albuquerque da Costa
Santo André


Azulão – 2
O São Caetano já foi time de respeito. Hoje é só adversário do Íbis Sport Club, equipe do Pernambuco, pelo título de ‘pior time do mundo’. Antes tinha jogador envolvido com escândalo com Jojo Todinho. Depois contratou os filhos de Marcelinho Carioca, que ninguém sabe, ninguém viu, porque os rapazes nem mesmo entram em campo. E, agora, MC Livinho. Se é para ser motivo de chacota, está no caminho certo.
Thiago dos Santos
São Caetano


Olimpíada
Por solicitação do anfitrião, a Olímpiada, prudentemente, foi adiada de 2020 para 2021. Era temerário expor atletas e público de toda a Terra ao contagiante e mortal vírus. Em 2021 está acontecendo, quase sob controle do coronavírus e com rigoroso protocolo diário, reduzido público, participação dos competidores, técnicos e da mídia. Gente, o Japão é do ‘primeiro mundo’, organizado, disciplinado, responsável, educado e respeitoso às leis. Os atletas, todos os dias, serão submetidos a testes clínicos e, se preciso, confinados para tratamento e proteção dos demais. Objetivo maior da Olímpiada, que é a confraternização dos povos, está, mais uma vez, assegurado no Planeta Terra, infelizmente, cheio de conflitos e politicagem.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)


Cheque em branco
A tal ‘nova política’ prometida por Jair Bolsonaro chega ser escandalosa e afronta à Nação. E o Planalto, com sua criatividade destruidora, em 2019 apoiou a criação de PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que passou a permitir que 81 senadores e 513 deputados utilizassem verbas de emendas parlamentares em regime de ‘transferência especial’, ou ‘cheque em branco’, que consiste em transferir recursos para Estados e municípios sem apresentação de projetos, ou que os beneficiários se obriguem a justificar em que obra vão utilizar. E 393 parlamentares já fizeram uso desse sistema, envolvendo R$ 1,9 bilhão de recursos. E pomposamente dizem que essa é forma de reduzir a burocracia. Ou seja, história para boi dormir. Na realidade, esse canal de uso de recursos públicos sem fiscalização alguma será mais fértil para fomentar a corrupção! Que nova política é essa?
Paulo Panossian
São Carlos (SP)


Fundão
Ao votarem a LDO, os deputados poderiam ter evitado o ‘golpe do fundão’ se lessem e prestassem atenção no que estava acontecendo no plenário. Não se mobilizaram para pedir a votação nominal, e agora vêm dizer que são contra o aumento do fundão? Concluo que, com raríssimas exceções, estava tudo combinado. Arthur Lira, Bolsonaro, relator etc deviam saber. E agora o presidente vai vetar. Para fazer média, ou não. Mas conseguiram o intento, vão ter aumento. E todos ficarão felizes com os resultados. Novamente é o eleitor atento que tem que divulgar os deputados do seu Estado que aprovaram esta indecência, sem olhar ao seu redor e ver o que se passa neste País. A limpeza será em 2022!
Tânia Tavares
Capital
 



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