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Cinco Estados antecipam segunda dose dos imunizantes

Nario Barbosa/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Medida é vista como positiva por pesquisador; na região, municípios aguardam decisão estadual


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

10/07/2021 | 00:01


A iniciativa de reduzir o prazo entre a primeira e segunda doses das vacinas Astrazeneca e Pfizer e antecipar a conclusão do esquema vacinal, posição defendida por diversos especialistas para conter o avanço da variante delta do coronavírus, é avaliada como positiva pelo biólogo e especialista em biofármacos Flávio Padilha. A medida já foi adotada por cinco Estados: Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Santa Catarina, que decidiram antecipar a aplicação da segunda dose da Astrazeneca. 

Para Padilha, que é pesquisador e bioconsultor em produção e desenvolvimento de medicamentos e imunizantes, encurtar o prazo entre as doses é benéfico. “De forma geral é positiva a decisão de antecipar a primeira dose, em se havendo vacinas disponíveis, porque temos que imunizar o máximo possível da população o mais rápido possível”, afirmou.

O pesquisador destacou que os estudos iniciais com as vacinas são publicados em bula como em qualquer fármaco, mas que todo medicamento, toda vacina, continua sendo estudado ao longo dos anos e qualquer alteração pode compor futura bula. Padilha afirmou, ainda, que questões sociais, faixa etária da população e esquemas vacinais também são levados em conta na hora de definir os prazos entre as doses.

Padilha destacou que as variantes não são mais letais, porém, têm maior capacidade de transmissão. “Como a maioria dos sistemas de saúde está em estado de pré-colapso, maior número de contaminados pode resultar em alta no número de mortes pela dificuldade de se atender a todos”, pontuou. O pesquisador afirmou que, historicamente, as pandemias têm de quatro a cinco ondas, mas destacou que o descontrole no Brasil faz com que não tenhamos saído efetivamente da primeira, apesar de já termos tido ao menos dois grandes picos de casos e mortes.

De acordo com a bula, a Astrazeneca deveria ter intervalo de quatro a 12 semanas entre as doses. No Brasil, se adotou o prazo máximo. Já a vacina da Pfizer, segundo a bula, deveria ter prazo superior a 21 dias. A adoção de intervalo de três meses foi feita pelo Ministério da Saúde com base em estudos conduzidos no Reino Unido, Israel e nos Estados Unidos.

Segundo a pasta, o estudo feito no Reino Unido mostrou que o nível de anticorpos gerados em idosos com mais de 80 anos – 12 semanas após a aplicação da segunda dose – foi três vezes maior do que no intervalo de três semanas. O prazo maior também foi oportuno mediante à escassez de doses no Brasil, permitindo que mais pessoas iniciassem o esquema vacinal.

Em São Paulo, a orientação é para que se mantenha o prazo de 12 semanas de intervalo para os dois imunizantes. No Grande ABC, as cidades informaram que aguardam decisão do Estado e seguem as determinações do PEI (Plano Estadual de Imunização), além de depender do governo estadual para o envio de doses.

(com Agências)



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