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Sindserv de São Bernardo avisa que judicializará licitação do plano de saúde

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Categoria reclama que ato de Morando é processo de desmonte do Imasf


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

26/06/2021 | 00:01


A direção do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos) de São Bernardo anunciou que até segunda-feira irá protocolar ação na Justiça para impedir o andamento da licitação para contratação de plano de saúde para os funcionários públicos.

Em live realizada na noite de ontem com conselheiros eleitos do Imasf (Instituto Municipal de Assistência à Saúde do Funcionalismo), a cúpula do sindicato apontou que existe série de inconsistências jurídicas na decisão do governo do prefeito Orlando Morando (PSDB) em tirar das mãos da autarquia a decisão sobre a prestadora de serviço – a concorrência é conduzida pelo Executivo.

Na visão do Sindserv e dos conselheiros eleitos, houve atropelo administrativo dentro do Imasf para a alteração da contratação, não há transparência na condução da ação e não existe justificativa financeira para o caso.

Para chancelar a medida, o governo Morando contou com regras do conselho do Imasf, que é composto por seis integrantes, sendo três eleitos pelos usuários e os outros três indicados pelo Paço. Em caso de empate, a presidente do bloco tem voto de Minerva – e a comandante do grupo é indicada também pelo chefe do Executivo, o que, na visão da categoria, há falsa sensação de paridade no debate dos rumos do Imasf.

Para Sindserv e conselheiros eleitos, tirar das mãos do Imasf a escolha do plano de saúde é um passo considerável na desidratação da autarquia, o que levaria o setor para privatização ou extinção. Além disso, retira controle dos funcionários sobre qualidade da prestadora de serviço, já que, pelo edital aberto pelo Executivo, o critério primordial para definição do vencedor da concorrência é o menor preço global.

Márcia Fuzzo, conselheira eleita do Imasf, disse que há “desmonte deliberado” da autarquia. Ela criticou duramente a superintendente do setor, Ana Luísa Oliveira Pontes, a quem ela classifica apenas como “veterinária”, na live.

“Assim que chegou, a veterinária, arrotando poder e respaldada pelo prefeito, fechou a farmácia do Imasf sem considerar sua viabilidade econômica. Ela nunca nos deu amparo, nunca nos recebeu. É uma veterinária vinda de Mauá, que não apresenta no currículo nenhuma experiência em administração de convênio de saúde de humanos. É inconsequente e autoritária”, disparou Márcia.

Em live realizada nesta semana, Morando assegurou que ninguém será desassistido com o novo contrato. Disse que o Imasf é deficitário “há muitos anos”. “Pode ser que eu não agrade 100% das pessoas. Mas a democracia é exercício de gerir para a grande maioria, muitas vezes não para a totalidade. Eu vou fazer o que é justo e melhor. Com transparência e respeito”, comentou o tucano. 



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