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Educação financeira na aprendizagem


Do Diário do Grande ABC

24/06/2021 | 23:59


Há algum tempo é pedido que as escolas abordem assuntos como empreendedorismo, inovação, inteligência emocional e resolução de problemas. Mas tem uma disciplina até então negligenciada que vem gerando consequências graves na população adulta: a educação financeira. O número de famílias endividadas no País alcançou o recorde histórico em abril, chegando a 67,5%, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Já os dados da Serasa Experian mostram que os inadimplentes ultrapassam os 63 milhões de brasileiros, ou seja, mais de 40% da população adulta não conseguiu pagar suas dívidas.


Os levantamentos refletem a falta de consciência em relação ao dinheiro e à defasagem no ensino, que não costuma ser tema abordado de forma eficaz na educação regular ou com a família. O relatório divulgado pelo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) coloca o Brasil na 17ª posição, em total de 20 países, no ranking de competências financeiras de jovens. A boa notícia é que, desde dezembro de 2019, todas as escolas devem atender às novas diretrizes da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e a educação financeira aparece como habilidade obrigatória. Já existe movimento dos jovens na busca de conhecimento acerca de investimentos, controle de orçamento e despesas.


O acesso às tecnologias que facilitam e chegam a tornar essa experiência lúdica tem atraído a atenção das novas gerações. Alguns bancos também perceberam a oportunidade e passaram a oferecer contas digitais que permitem às crianças pagar o lanche na cantina com cartão que leva seu nome impresso e ter acesso ao app, com direito a movimentações que incluem investimentos em fundos. A educação financeira está diretamente ligada à construção da cidadania. A geração ‘X’ e até mesmo boa parte dos millennials se renderam ao consumismo desenfreado. Mas o que vemos, principalmente na geração ‘Z’, é senso crítico sobre a relação com o consumo e, principalmente, às causas da sustentabilidade. Os jovens não se orgulham mais do primeiro carro se este for adquirido às custas de muitos juros.


Discutir aspectos ligados ao desequilíbrio financeiro, a falta de planejamento e seus efeitos nas famílias deixaram de ser tabu. Hoje temos filhos ensinando os pais a importância de destinar recursos com objetivos definidos. Pensar no futuro é linha recorrente entre eles e, quanto mais cedo, melhor! Quando a iniciativa é tomada ainda jovem, as chances de ter as metas atingidas são proporcionalmente maiores. Sem planejamento bem definido fica difícil visualizar o progresso e os resultados de seus esforços.


Lorelay Lopes é gerente de negócios do UP Consórcios, fintech da Embracon.


PALAVRA DO LEITOR

Contaminação
A constatação de que o Grande ABC tem a segunda taxa de contaminação no Estado de São Paulo exige das organizações públicas a intensificação das medidas necessárias para controlar a situação (Setecidades, dia 23). E que isso seja feito de imediato.
Uriel Villas Boas
Santos (SP)

Politicamente errado
Impressionante o quanto nos enoja a nossa política, com sucessão de erros, desrespeito e tentativas de subestimar nossa capacidade de entendimento. Nosso prefeito de Santo André tem como objetivo a reestruturação da Faisa. E essa reestruturação tem como objetivo costura política com vereador eleito que não quis tomar posse até o momento. Mas isso não vem ao caso, enfim, voltemos à reestruturação: tal proposta foi encaminhada de qualquer jeito, isso mesmo, pois tratava de indicação de nomes que não têm o nível superior. Isso mesmo, diretor jurídico sem formação na área. Tenha santa paciência! Pelo amor de Deus, será que não se salva nenhum?
Robson Albuquerque da Costa
Santo André

Salles – 1
Podemos dizer que caiu o ministro que era cúmplice e ‘quebrava o galho’ de Bolsonaro? É o início do fim da boa-vida?
Juvenal Avelino Suzélido
Jundiái (SP)

Salles – 2
Ricardo Salles e Jair Bolsonaro são traidores do meio ambiente. O ministro pediu demissão não somente para se defender, mas por ser investigado, com ‘cabeludas’ denúncias sobre sua cumplicidade com criminosos madeireiros que destroem nossa floresta. Também foi para tentar dividir a repercussão de sua saída com o novo escândalo palaciano: denúncia da compra superfaturada da vacina indiana Covaxin, que Bolsonaro tinha total conhecimento da bilionária corrupção na sua gestão, já que mais de R$ 1 bilhão dos recursos dos contribuintes podem estar engordando bolsos de muitos aliados do Planalto. A repercussão negativa pode até derrubar Jair Bolsonaro. A queda de Salles do Ministério do Meio Ambiente deveria ser momento de comemoração, mas, ledo engano, já que seu ex-chefe é o artífice desse crime ambiental. E, para nossa decepção, nada vai mudar. Qualquer um terá que rezar a excrescente cartilha do presidente Bolsonaro, que não se lixa pelo meio ambiente.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Descompasso
Um dos itens previstos nas regras da educação é que a família, o Estado e a escola são os agentes da educação, que não vinha acontecendo e sobrava somente para a escola se desenvolver, juntamente com o professor. E, agora, neste momento da pandemia, em que se exige mais dos pais, há esse descompasso. Creio que a base da pesquisa está errada, pois o MEC (Ministério da Educação)há muito tempo não acompanha na base os estudos de nossos alunos, somente o faz a distância e não na escola, verificando in loco o estado em que se encontra a educação em nosso País. Outro item que devemos destacar é que os jovens estão constantemente nas redes sociais e se cansam facilmente de videoaula? É no mínimo muito interessante essa falsa constatação. A base para boa universidade/faculdade há muito tempo os alunos não estão tendo e não é somente agora.
Alberto Utida
Capital

Rotatórias verdes
Parabéns à administração de São Caetano pela criação de 23 rotatórias verdes, com previsão de outras tantas (Setecidades, dia 17). Conheço algumas delas, e dão ar mais colorido, leve e suave ao município. Além de contribuir com o paisagismo no entorno, auxiliam na absorção de águas pluviais, em trânsito mais humanizado e na eliminação de conflitos em cruzamentos. De maneira geral, auxilia na mobilidade urbana e no bem-estar dos munícipes. Em determinados cruzamentos é possível até eliminação de semáforo. Parabéns ao prefeito Tite Campanela, aos secretários da Sesurb (Secretaria de Serviços Urbanos), Iliomar Darronqui, e o do Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental), Rodrigo Toscano. Ideia simples, útil e agradável aos olhos. Tomara que o exemplo e a moda peguem nos demais municípios da região, que carecem de área verde.
Mauri Fontes
Santo André 



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