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Rio Grande é o município menos eficiente do Estado na vacinação

Claudinei Plaza/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cidade tem o pior desempenho de São Paulo na proporção de doses utilizadas com o número de imunizantes recebidos até ontem


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

22/06/2021 | 00:02


Rio Grande da Serra tem o pior desempenho nas aplicações de vacina contra a Covid entre todos os 645 municípios do Estado de São Paulo – Serrana, onde foi desenvolvido estudo do Instituto Butantan com a Coronavac, não consta na lista. De acordo com ranking disponibilizado pelo governo estadual, o município do Grande ABC aplicou, até ontem, apenas 59,7% das 21.290 doses de vacinas recebidas.

Entre as demais cidades do Grande ABC, São Bernardo é a melhor colocada no ranking, ocupando a 198ª posição, tendo aplicado 94,6%% das doses recebidas até agora. São Caetano, que usou 89,7% do que foi enviado pelo governo estadual, vem logo atrás, como 372º colocada. Diadema aparece em 536º colocação, tendo aplicado 82,7% dos fármacos disponibilizados. Santo André, que já ministrou 79% das doses, está em 587ª posição. Ribeirão Pires aplicou 75,6% das vacinas recebidas e está em 610ª posição. Mauá, na 627ª colocação, injetou 72,3% do que teve direito.



Segundo o secretário de Saúde de Rio Grande da Serra, Tchello Pierro, o baixo número de doses aplicadas se deve ao fato de que o município tem uma população idosa pequena (cerca de 6.100 pessoas com mais de 60 anos, de acordo com dados da Fundação Seade). O titular da pasta argumentou que o governo municipal vem seguindo o PNI (Programa Nacional de Imunização) e que os resultados estão dentro da escala planejada.

“Acontece que estamos vacinando seguindo a faixa etária estipulada. Como Rio Grande da Serra tem população mais jovem, logo, imunizamos menos que outras cidades”, justificou. Pierro afirmou que chegou a ser cogitado algum tipo de escalonamento para as faixas etárias anunciadas recentemente (a partir dos 50 anos), mas a ideia foi descartada. “Percebi que isso poderia gerar ainda mais ansiedade na população”, avaliou.

O secretário negou que o baixo número de doses aplicadas seja em decorrência da falta de profissionais para ministrar a vacina, muito embora haja um revezamento entre as unidades de saúde que estão vacinando a população.

No equipamento do Centro, a imunização ocorre todos os dias. Já as dos bairros estão divididas da seguinte forma: segundas, quartas e sextas-feiras, as doses são aplicadas nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) Santa Tereza, Parque América e Vila Niwa. Já nas terças e quintas-feiras as pessoas devem se vacinar nas UBSs São João, Vila Lopes, Sítio Maria Joana e Vila Conde.

Apesar das declarações do secretário, o prefeito da cidade, Claudinho da Geladeira (Podemos), acredita que o baixo número de doses aplicadas esteja relacionado à abstinência dos pacientes que não voltaram para completar o esquema vacinal com a segunda dose dos imunizantes. “Muitos idosos não retornaram para tomar a segunda dose. Talvez eles estejam com algum tipo de receio”, afirmou.

NA REGIÃO
Com a inclusão de novos grupos etários de pessoas sem comorbidade aptos a tomar a vacina, o Grande ABC vem registrando altas consecutivas no número de imunizantes aplicados. Ontem, com o lançamento de registros represados por Mauá, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra que não emitem boletins aos fins de semana, o Grande ABC registrou o dia com o maior número de doses aplicadas desde o início da pandemia. Foram 30.905 fármacos referentes à primeira dose e 336, à segunda.

Apenas nos primeiros 21 dias de junho, as cidades do Grande ABC já ultrapassaram o número de primeiras doses injetadas em maio. Foram 286.439 doses neste mês, contra 221.130 do mês passado.  



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