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Andreense Antônio Carlos Moreno está de malas prontas para 8ª Olimpíada

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ele embarca em 12 de julho para mais uma edição de Jogos Olímpicos; quatro das participações foram na época de atleta


Dérek Bittencourt

21/06/2021 | 00:01


Enquanto muitos atletas da delegação que representará o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio está prestes a embarcar para a primeira Olimpíada, um andreense arruma as malas para sua oitava participação no maior evento esportivo do mundo. Aos 73 anos, o ex-jogador de vôlei Antônio Carlos Moreno foi para quatro edições como atleta (na Cidade do México-1968, Munique-1972, Montreal-1976 e Moscou-1980), duas como comentarista esportivo e duas como coach do COB (Comitê Olímpico do Brasil), função que desempenhou na Rio-2016 e novamente realizará na capital japonesa. Ele viaja junto à delegação do vôlei feminino (a convite do técnico e amigo José Roberto Guimarães) em 12 de julho para Sagamihara, depois segue para Saitama e, no dia 27, chega a Tóquio, onde dará suporte a técnicos e atletas dentro da Vila Olímpica.

A pandemia foi prejudicial à maioria dos atletas, não apenas no aspecto esportivo. As incertezas proporcionadas pelo adiamento dos Jogos (inicialmente marcados para 2020), os cancelamentos de diversos eventos classificatórios e/ou preparatórios, os impedimentos de treinar em espaços públicos, entre outras medidas para evitar a proliferação do vírus, mexeram com todos. “O atleta de alto nível está acostumado a treinar quatro, cinco horas por dia, seis dias por semana, e de repente tem de parar, não tem pista, piscina, nada, então tem perda da capacidade física, mexe com o psicológico e é nessa parte entro”, afirmou Moreno, que atualmente trabalha com brasileiros de sete modalidades: atletismo, boxe, canoagem, ginástica artística, vôlei de praia (masculino e feminino), tênis, judô feminino e tiro com arco. Segundo ele, as medidas tomadas pelo COB, em mandar delegações para treinar em países como Portugal e Estados Unidos, diminuiu os problemas. “Com as políticas internas, lockdown e fronteiras fechadas, houve perda nos treinos, mas muito bem minimizada. Acredito que nossas equipes e atletas deverão chegar em Tóquio com 100% de condição, porque COB se preocupou de dar um jeito, não está medindo esforços.”

GRANDE ABC
Por ora, 12 atletas ligados à região estão classificados para os Jogos Olímpicos. E, entre estes, apenas um treina em Santo André, caso do velocista do Sesi Felipe Bardi. Saudositsa, Moreno lembra quando a cidade era potência esportiva. “Tivemos período que dominamos totalmente o universo esportivo em São Paulo e no Brasil, e em algum momento até na América do Sul. Foi a grande época de ouro, de supremacia esportiva. Nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (Canadá), meu primeiro, em 1967, a Pirelli mandou 37 profissionais na delegação, Dá para exemplificar tamanho da nossa contribuição”, afirmou o ex-jogador de vôlei, com a propriedade de quem tem orgulho de ser andreense. “Não me autopromovo, mas tenho quase certeza absoluta que sou o primeiro atleta olímpico de Santo André. Minha identificação começa no IAPI (conjunto de prédios na Vila Guiomar), onde nasci, vai para o Américo Brasiliense, (os clubes) 1º de Maio, Aramaçan, Pirelli, a Prefeitura. É a cidade onde meus filhos nasceram.” 



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