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Moradores de seis cidades da região terão direito ao Vale Gás

Celso Luiz/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Contemplados receberão três parcelas bimestrais de R$ 100; primeiro pagamento deve ser em julho


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

17/06/2021 | 12:51


 O governo do Estado lançou nesta quinta-feira (17) o Vale Gás, programa destinado a indivíduos em situação de vulnerabilidade. Ao todo, 500 mil pessoas de 104.340 famílias de São Paulo têm direito. Na região, moradores de Santo André, São Bernardo, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra poderão receber o benefício, que será pago em três parcelas bimestrais de R$ 100. O primeiro pagamento está previsto para 20 de julho e o término será em dezembro.

“Este é um dos mais importantes programas que nós já lançamos porque muda a vida de muita gente. Quem não tem sabe o que é ter um botijão de gás para atender a uma família durante dois meses”, afirmou o governador João Doria (PSDB). Para viabilizar o benefício, o Estado irá investir R$ 31,3 milhões. A iniciativa faz parte do Bolsa do Povo, programa de proteção social criado em maio, que irá destinar R$ 1 bilhão a famílias em situação de vulnerabilidade.

Serão contempladas famílias inscritas no CadÚnico do governo federal e que não recebam Bolsa Famílias. A renda mensal per capta deve ser de até R$ 178. Quem deseja saber se está inserido no programa, deve acessar o site oficial do Vale Gás (www.valegas.sp.gov.br), que já está disponível, e consultar a elegibilidade ao benefício por meio do NIS (Número de Inscrição Social).

NAS ALTURAS

Conforme publicado pelo Diário na última terça-feira (15), o botijão de gás de cozinha de 13 quilos já pode ser encontrado a até R$ 100 no Grande ABC neste mês. O valor foi apurado em São Bernardo, embora Santo André tenha maior média de preço (R$ 87,53). Considerando seis cidades da região, a média é de R$ 85,17, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

E os preços podem subir ainda mais, já que a Petrobras anunciou, na sexta-feira (11), o 15º aumento consecutivo do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) nas refinarias. O incremento foi de 5,9%, chegando a R$ 3,40 o quilo, assim, o custo do botijão de 13 quilos, o mais comum nas residências, chega a R$ 44,20. A companhia justificou que os aumentos buscam o “equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor dos produtos e da taxa de câmbio”.

Em abril, quando a estatal divulgou o 14º aumento, o Diário contou a história de Lusitana Gomes, 51 anos, moradora do Grande Alvarenga, em São Bernardo. Na época, ela estava há dias cozinhando com o auxílio de pedaços de madeira e uma lata porque estava sem dinheiro para comprar um botijão de gás, a cerca de R$ 87,32 na época. A alta é cinco vezes maior do que a inflação acumulado em 12 meses.

Além disso, o setor de bares, restaurantes, hotéis e motéis também sofrem com o encarecimento do produto. Os estabelecimentos lidam com os impactos da pandemia do coronavírus e com os aumentos na conta de luz e, agora, do gás. O GLP é utilizado não apenas para cozinhar, mas também no aquecimento.



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