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Em 16 dias, junho já tem mais casos de Covid do que maio

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mês atual tem 15.138 infecções, contra 15.193 dos 31 dias anteriores; especialistas relacionam alta à falsa sensação de segurança devido à vacina


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

17/06/2021 | 00:01


Em apenas 16 dias de junho, as sete cidades do Grande ABC já registraram mais casos confirmados de infecção por Covid-19 do que em todo o mês de maio. Até ontem, as sete cidades somaram 15.138 pessoas contaminadas neste mês, sendo 124 a mais do que nos 31 dias anteriores, quando 15.014 moradores da região foram diagnosticados com o novo coronavírus.

Além disso, junho também bateu recorde de casos confirmados em uma semana. Entre os dias 6 e 12 deste mês 7.514 pessoas tiveram testagem positiva, o maior número registrado em sete dias desde o início da pandemia. A média diária chegou a 1.073 confirmações. Antes disso, a semana com maior número de casos tinha sido entre 21 e 27 de março, quando 6.641 pessoas tiveram Covid no Grande ABC, ou seja, 873 a menos.



Para especialistas, o aumento repentino de casos, que está sendo observado em todo o Estado de São Paulo, está relacionado, sobretudo, com a falsa sensação de proteção que a população está sentindo diante do avanço da campanha de vacinação.

Infectologista e fundador do IBSP (Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente), José Ribamar Branco afirmou que, apesar de a vacinação estar avançando, o vírus “ainda está circulando muito”. “Diferentemente do que ocorreu no ano passado, hoje tem muito mais pessoas assintomáticas contraindo e disseminando a doença. Tem muita gente contaminada que não apresenta sintomas, e essas pessoas estão circulando mais do que antes”, lamentou o médico, reforçando que o ideal ainda é manter distanciamento físico e uso de máscara.

Branco criticou a postura dos governantes e pontuou que as pessoas “não têm paciência de esperar”. “A medida eficaz seria fazer o lockdown, e aguardar que toda a população esteja vacinada para iniciar a liberação gradativa dos serviços”, comentou.

O infectologista e diretor do Hospital Santa Ana, em São Caetano, Paulo Rezende, lamentou que o Brasil não siga a mesma linha de medidas sanitárias que os Estados Unidos e Inglaterra, onde, mesmo com a vacinação em massa, ambos países seguiram as medidas sanitárias e impuseram lockdown nas regiões mais afetadas pela pandemia. “Aqui não temos essa cultura. As pessoas estão relaxando os cuidados, com a impressão falsa de que a primeira vacina já está dando cobertura plena. E não está”, frisou Rezende.

O infectologista explicou que as pessoas vacinadas com a primeira dose ainda correm risco de contaminação, inclusive com possibilidade de necessidade de auxílio hospitalar. “Mesmo com as duas doses, sempre vai ter um hiato, porque no Brasil ainda estão vacinando grupos prioritários, e só as pessoas até 18 anos serão imunizadas (neste primeiro momento)”, destacou, pontuando ainda que a situação do País se assemelha à do Uruguai e do Chile, onde mais da metade da população já foi vacinada, mas a contaminação ainda é alta. Apesar do acréscimo de casos, Rezende garante que não representa uma terceira onda. “Na verdade, esses números caracterizam uma manutenção do platô. A gente não está caindo, e isso também é preocupante”, lamenta o especialista.  



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