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Choque no bolso


Do Diário do Grande ABC

15/06/2021 | 23:59


A causa apontada para a possibilidade de aumento superior a 20% na conta de luz é a falta de chuva. A seca nas proximidades dos principais reservatórios das hidrelétricas reduz a capacidade de produção e as termoelétricas são acionadas, o que eleva o custo de geração de energia. E a despesa extra acaba sendo paga, como sempre, pelo consumidor.


Ontem, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), por meio de seu diretor-geral, relatou que a bandeira vermelha 2, patamar mais alto no sistema tarifário que determina cobrança adicional, como forma de coibir o consumo, deverá atingir este percentual.


Aumento na energia elétrica é fator deveras preocupante. Vai impactar sobremaneira a renda das pessoas. Principalmente porque, em paralelo, houve elevação dos combustíveis, inclusive do gás de cozinha, que no Grande ABC já é encontrado a R$ 100.


Junte-se a isso o fato de que grande parte dos trabalhadores está com salários reduzidos em faixas que vão de 25% a 75%. E, pior, muitos perderam o emprego em decorrência da crise gerada na pandemia. Sem contar os que dependem do auxílio emergencial.


A Aneel anunciou ainda a prorrogação por mais 90 dias da proibição de corte por falta de pagamento às famílias consideradas de baixa renda. A questão é que, com todos os agravantes gerados pela Covid-19, até quem não se enquadra nesta categoria está com dificuldades de honrar os compromissos.


E não são apenas os consumidores residenciais que vão ser atingidos pelo aumento. Comerciantes e prestadores de serviços também. O problema é que dificilmente poderão repassar o custo extra para os produtos que vendem ou para os trabalhos que executam, sob risco de serem preteridos. Sem contar a indústria, que tem na energia elétrica um dos principais custos fixos.


O momento é complicado. E cabe ao governo encontrar alguma forma de amenizar o peso destas altas. A racionalização na cobrança de tributos já ajudaria.
 



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