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Programa social produz mais de 1,2 mi de máscaras, gera renda e acende a esperança

Claudinei Plaza/Dgabc Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Materiais de proteção produzidos por moradores de Santo André estão sendo entregues para pessoas em situação de vulnerabilidade


Da Redação

16/06/2021 | 00:01


Um dos principais itens de proteção contra a Covid-19 são as máscaras, cujo uso já se popularizou nas cidades e que deve fazer parte da rotina por bom tempo. Para garantir que as pessoas em situação de vulnerabilidade não ficassem sem essa importante proteção, o Núcleo de Inovação Social de Santo André lançou o programa Costurando com Amor, que já produziu mais de 1,2 milhão de máscaras e garantiu renda para 930 moradores da cidade.

Unir a necessidade de proteção da população mais vulnerável com geração de renda para pessoas que se viram afetadas em seus rendimentos pela pandemia foi uma saída que se mostrou de sucesso, em parceria entre o Núcleo de Inovação Social e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Santo André. Costureiras e costureiros do município que se cadastraram retiram os kits com materiais e ganham R$ 2 por máscara produzida. Cada participante recebe um conjunto de tecido, linha e elástico, suficientes para a produção de 600 máscaras. Os ganhos, portanto, podem chegar a R$ 1.200 por pessoa.

Possibilidade de renda e de ajuda ao próximo. Foi isso o que motivou a representante comercial Camila Sanches, 43 anos, a aderir ao projeto. A moradora do bairro Scarpelli já havia participado das oficinas de costura do Núcleo de Inovação Social e destacou que, naquela época, estava enfrentando uma crise de depressão, e as atividades foram importantes na sua recuperação. “Além de participar de todos os projetos do Núcleo, estava desempregada, então me ajudou muito”, afirmou. “Agora sinto que estou retribuindo um pouquinho”, completou.

O casal Luciene Francis, 46, e Carlos Campiotti Gonçalves, moradores do Camilópolis, também viram no projeto social a oportunidade de driblar a crise econômica trazida pela pandemia. Luciene tinha pouca noção de costura, mas conseguiu duas máquinas emprestadas e tentou ser admitida no programa. Aprovada no teste, passou a produzir as máscaras, e viu um novo horizonte de perspectivas se abrir em sua vida.

“Fui aprendendo, me colocando e foi um divisor de águas para mim e para o meu marido. Minha família me ajudou, me apoiou bastante, e só tenho que agradecer essa oportunidade”, afirmou. “Estou bem interessada, curiosa, e assim que tudo melhorar quero me lançar mais, inclusive fazer o curso do Núcleo de Inovação Social. Foi uma oportunidade, uma porta que se abriu”, completou.

Luciene participou da primeira fase do programa, no ano passado, e também da segunda, realizada este ano. Desta vez, o marido deixou de ser apenas quem ajudava a cortar os tecidos para também costurar e, assim como a mulher, acredita que essa pode ser uma oportunidade de área profissional. “Foi um desafio. Trabalhava como operador de máquina, e entrar nesse ramo de costura foi bem diferente”, explicou. “Minha mulher me incentivou bastante. Da primeira vez, acompanhei mais de longe e na segunda, colaborei mais”, lembrou. “A gente realmente estava precisando e ajudamos também outras pessoas que precisam, tem quem não tenha condições de comprar nada e para eles é muito bom”, concluiu.

O Núcleo de Inovação Social já pensa alternativas para ajudar as pessoas que participaram do projeto de confecção de máscaras a se reinserir no mercado de trabalho, especialmente as mães. A ideia é, com o retorno das aulas presenciais, gradativamente, contratar algumas dessas mulheres para atuar nas escolas, em funções diversas. O departamento também avalia aproveitar a experiência dessas pessoas com a costura para que possam confeccionar os uniformes. 



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