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Campêlo cita escassez de profissionais, de UTIs e logística como gargalos no AM

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


15/06/2021 | 11:21


Em depoimento à CPI da Covid nesta terça-feira, 15, o ex-secretário de Saúde do Estado do Amazonas Marcellus Campêlo citou como "gargalos" no enfrentamento à pandemia no Estado a escassez de profissionais de saúde, a falta de UTIs e problemas de logística. Ele também afirmou que existe historicamente um "desequilíbrio" na conta de repasses federais para o Amazonas. "Recursos do governo federal chegam em momento de diminuição de taxas de covid", disse o ex-secretário.

A declaração provocou uma reação do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), que declarou nunca ter faltado dinheiro federal para o Amazonas tomar as providências necessárias no enfrentamento à covid-19. "Em agosto de 2020, havia saldo R$ 459 milhões, em dezembro, saldo de R$ 478 milhões, e em março de 2021, saldo de R$ 553 milhões", disse Bezerra.

Campêlo, alvo de operação da Polícia Federal que investiga a aplicação de recursos públicos na pandemia, também respondeu que o Amazonas aplicou os repasses do governo federal no combate à covid-19. "Fizemos tudo que era possível fazer com os recursos que tínhamos", afirmou. O Amazonas viveu momentos dramáticos na pandemia, com pacientes morrendo por falta de oxigênio hospitalar.

O ex-secretário relembrou sobre a alta de casos que começou a ser identificada no Estado a partir da segunda quinzena de setembro. "Fui alertado sobre crescimento de internação na rede privada. Após alerta de setembro, fizemos plano para conter segunda onda no Amazonas. Só no fim de dezembro, começamos a notar contaminação rápida e agravamento", disse ele, que não respondeu a questionamentos sobre leitos fechados em um hospital público no início da pandemia.



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