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IML coleta DNA de familiares
de pessoas desaparecidas

Campanha nacional estará em vigor até sexta, das 8h às 18h; objetivo é identificar corpos


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

15/06/2021 | 00:01


O IML (Instituto Médico-Legal) de Santo André está recolhendo material biológico de familiares de pessoas desaparecidas no intuito de auxiliar na campanha do governo federal, iniciada ontem, que visa atualizar os dados de pessoas não localizadas e trazer respostas às famílias. A ação estará disponível até sexta-feira, das 8h às 18h, na Avenida Prestes Maia, 3.445, na Vila Príncipe de Gales. A inscrição deve ser feita pelo site http://www.policiacientifica.sp.gov.br/informacoes-agendamento.

A ação é iniciativa conjunta do Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com as secretarias estaduais.

Segundo o ministério, cerca de 80 mil pessoas desaparecem todos os anos e o exame de DNA é uma ferramenta conhecida para a identificação de pessoas, sendo utilizado, por exemplo, em testes de paternidade e na solução de crimes.

Coordenador da rede integrada de bancos de perfis genéticos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Guilherme Jacques garantiu que a campanha nacional quer buscar pessoas que estão procurando familiares, indiferentemente do tempo de desaparecimento. No entanto, o site da campanha deixa claro que “somente poderão participar deste programa as famílias que possuírem entes desaparecidos há 30 ou mais dias”. “Esse DNA vai ser cadastrado no banco nacional de perfis genéticos e vai ser mais uma ferramenta que nós vamos utilizar para tentar localizar essa pessoa desaparecida”, ressaltou Jacques.

Para maior efetividade do cruzamento de dados, a recomendação é que, preferencialmente, os familiares de primeiro grau, como pai, mãe, filhos e irmãos, se apresentem para a coleta. O DNA do desaparecido também poderá ser extraído de itens de uso pessoal, como escova de dentes, escova de cabelo, aparelho de barbear, aliança, óculos, entre outros acessórios.

“Depois que o familiar tiver doado seu DNA, esse material recolhido vai para um laboratório, onde ele vai ser analisado e será obtido o perfil genético que será inserido, então, no banco nacional de perfis genéticos. É nesse banco que ele será confrontado com outras amostras que têm lá, seja de restos mortais não identificados ou de pessoas de identidades desconhecidas”, acrescentou o coordenador.

Todo o material colhido será utilizado exclusivamente para a identificação e localização de pessoas desaparecidas ou não identificadas.

Conforme o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, atualmente constam cerca de 57 mil BOs (Boletins de Ocorrências) de pessoas desaparecidas e não localizadas no Brasil. Somente nos últimos dois anos foram incluídos 22 mil boletins no sistema. Um outro dado do Ministério da Justiça e Segurança Pública aponta que os Estados com maior número de registro de ocorrências de desaparecimento são Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

CAMPANHA
Para fornecer os dados e o DNA, parentes de pessoas desaparecidas deverão procurar o local indicado por cada uma das secretarias de Segurança Pública, nas 27 unidades da federação. O local de coleta de cada Estado está disponível no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública. É necessário, no ato da coleta, assinar um termo de consentimento. A coleta é voluntária e gratuita. 



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