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Carreata tenta impedir fechamento da Fundação Criança de São Bernardo


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

12/06/2021 | 09:46


Funcionários e ex-trabalhadores da Fundação Criança de São Bernardo, que passa por processo de desmonte por parte da administração da cidade, sob comando do prefeito Orlando Morando (PSDB), preparam manifestação em forma de carreata com o intuito de impedir que a Prefeitura encerre as atividades da entidade.

Os trabalhadores deverão se concentrar hoje, às 10h, na Rua Odeon, no Ferrazópolis, e se prepararão para transitar pelas ruas da cidade pedindo que Morando recue no desmonte da Fundação Criança, que foi criada em 1998 com missão de assegurar direitos das crianças, adolescentes e jovens.

Conforme os funcionários da entidade, que pediram para não se identificar por temer represálias, a carreta prevista para hoje é a manifestação mais importante já realizada pelos trabalhadores em prol da causa. Isso se deve às últimas derrotas sofridas pela gestão Morando sobre o seu projeto que prevê o encerramento das atividades da Fundação Criança.

“Amanhã (hoje) é que vamos mostrar nossa força. Esse é o momento que devemos ir para as ruas e pressionar a Prefeitura a rever essa decisão que deixou muita gente na rua. Esse é o momento”, declarou um dos trabalhadores.

Em recente manifestação, o MP (Ministério Público) acionou a Justiça requerendo extensão dos efeitos da liminar já acatada para suspender os desdobramentos do processo de extinção da Fundação Criança na cidade. Em resumo, para o MP, a administração tucana encerrou as atividades da entidade à revelia. A Prefeitura sustenta que já entrou com recurso para reverter o quadro e alega que não houve descumprimento de decisão.

O processo foi criticado por pessoas que atuam no atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Uma destas figuras, com reconhecimento nacional, foi o padre Júlio Lancelotti, que declarou que a terceirização pode prejudicar o futuro das crianças.

HISTÓRICO

Em março de 2021, a Prefeitura publicou edital para contratar terceirizada que substituiria a atuação da fundação. O valor estimado do contrato era de R$ 1,84 milhão ao ano. Em novembro do ano passado, a Câmara de São Bernardo aprovou projeto elaborado pelo Executivo que previa extinção da instituição. A alegação do prefeito, à época, era que o procedimento traria economia de R$ 32 milhões em período de um ano. 



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