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Um historiador no esporte de Mauá

Hoje é o aniversário de Daniel Alcarria, membro integrante do Memofut (Grupo de Literatura e Memória do Futebol) e assessor na Secretaria de Esportes da Prefeitura mauaense: um jornalista e historiador numa área em que a Memória pode e deve se transformar em ferramenta de integração


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

12/06/2021 | 00:01


O gosto pelas pesquisas relacionadas ao futebol começou cedo na vida de Daniel. Ele sempre teve curiosidade sobre a origem e formação dos clubes, as passagens e histórias de jogadores com seus times, seus bairros, sua gente. Sem medo de gastar sola de sapato – ou de tênis – pelas ruas, vilas e bairros de Mauá.

Garimpando memória

Depoimento: Daniel Alcarria

As descobertas são feitas no dia a dia, nas pesquisas de campo, quando literalmente vamos a praças esportivas, sedes de clubes, casas de ex-jogadores e ex-dirigentes e descobrimos fotos, resenhas, histórias, recortes de jornais e outros valiosos itens que escreveram e ainda escrevem belas páginas da história do futebol local. 

No começo, achava que se tratava apenas de um gosto pessoal, de uma mania, mas quando começamos a publicar essas histórias nos jornais locais, nos bairros, a coisa literalmente pegou. 

Mauá interagiu. O mauaense descobriu-se dentro da história. Valorizou-se. Hoje ele é um parceiro no esforço pela construção da memória do futebol e da própria cidade. Juntei duas grandes paixões: a história e o futebol.

MOMENTOS

1 – A inauguração do Estádio Municipal de Mauá (atual Pedro Benedetti), com meus dois times do coração: São Paulo 2, Grêmio Mauaense 1, em 8 de dezembro de 1984. Mais de 20 mil pessoas presentes. O primeiro gol do estádio foi marcado pelo maior camisa 9 que vi jogar: Careca.

2 – Mauaense 4, Taboão de São Bernardo 1, pela Terceira Divisão de 1985. Pela primeira vez assisti a uma partida ao lado do meu pai, Sr. Armando, hoje com 84 anos de idade.

3 – Em 7 de setembro de 1985, amistoso entre Mauaense e Santo André, no Bruno Daniel. O Ramalhão, equipe forte da Primeira Divisão, o Mauense, time novo, duas divisões abaixo. Fomos a pé do Parque São Vicente até Santo André (eu, meu pai e meu irmão Neilton): 0 a 0. Inesquecível.

VIAGEM NO TEMPO

Gostaria de voltar para os anos 1918 a 1922 e descobrir detalhes das primeiras partidas de futebol em Mauá. Quem jogou e marcou gols naquele jogo histórico entre o Pilar FC e a AA Industrial – que foi o primeiro clássico local.

MEMOFUT

O grupo é imprescindível ao meu trabalho. Uma alegria participar. Um aumento da autoestima. Meu padrinho no Memofut é o Luiz Romano, para quem tenho grande carinho e amizade.

ÍDOLOS

No futebol, Careca, Tulica (que jogou no Ramalhão e no Mauaense), Romário, o maior que vi atuar. 

Na vida acadêmica, Eduardo Galeano, Armando Nogueira, Caio Prado Junior e Florestan Fernantes.

Na vida pessoal, meus pais, minha esposa, meu filho. <TB>No Memofut, todos eles, os historiadores do futebol, Romano, o coordenador Alexandre Andolpho, Fornazza, ‘seo’ Domingos D’Angelo, professor Aristides.

MAUÁ HOJE

Dentre os desafios do governo do prefeito Marcelo Oliveira está a reorganização dos esportes na cidade: reestruturar o futebol, dar força aos clubes, à Liga Mauaense. Modernizar o Estádio Pedro Benedetti e construir mais dois ou três campos de grama sintética.

PLANOS

Concluir um livro sobre as memórias do futebol mauaense, a partir das colunas que publico no jornal Imprensa ABC.

Lançar uma revista com o histórico dos 70 anos da Sociedade Esportiva e Cultural Juá, antigo Vila João Jorge FC, tradição do futebol amador de Mauá.

GOL DE LETRA

Nascimento – Mauá, 12 de junho de 1074.

Filiação – Armando Alcarria e Maria Ignes Consolini Alcarria.

Esposa – Deise Kelly Copcescki, professora.

Filho – Carlos Daniel, 20 anos.

Formação – Jornalista profissional, historiador formado pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, e graduado em gestão pública pela Universidade Metodista de São Paulo.

Obra – Livro e vídeo com a história do Grêmio Esportivo Mauaense.

SÃO CAETANO

A cidade comemora hoje o 30º aniversário da Fundação Pró-Memória e lança a edição 63 da revista Raízes, com artigos e depoimentos de conselheiros e ex-presidentes. Local: Teatro Santos Dumont, a partir das 11h, com transmissão em tempo real na página do facebook da FPM.

Geraldo Blota, microfone em punho...

Texto: Milton Parron

No programa Memória deste fim de semana, o focalizado será o saudoso Geraldo Blota, ou simplesmente GB, como era chamado. 

Irmão de Blota Júnior e Gonzaga Blota e cunhado de Sonia Ribeiro, uma família inteira que contribuiu, e muito, para a qualificação da programação do rádio e da televisão entre 1940 e 1990. 

O Memória trará de volta o programa Nossa Luta por uma Escola de Samba, com texto e produção do insuperável Oswaldo Molles e apresentação de Geraldo Blota, que foi levado ao ar na Bandeirantes na primeira metade da década de 50.

Outra atração, um programa de auditório de 1954 estrelado pelo cantor João Dias, onde compareceu Martha Rocha, que havia acabado de participar do concurso de Miss Universo, ficando em segundo lugar. Coube a Geraldo Blota a missão de realizar com ela uma divertidíssima entrevista.


EM PAUTA – Rádio Bandeirantes AM (840) e FM (90,9) – O saudoso GB. Produção e apresentação: Milton Parron. Hoje, depois do futebol, com reprise amanhã, domingo, às 7h, e durante madrugadas da semana.

Diário há meio século

Sábado, 12 de junho de 1971 – ano 13, edição 1559

Diadema – Eldorado iniciava a Festa de Nossa Senhora dos Navegantes.

Futebol – Amistoso no Bruno Daniel: Santo André 0, Noroeste 0, no ‘Jogo do Bicho’ – premiação aos jogadores pela classificação às finais da Série Thomaz Mazzoni, torneiro da Federação Paulista de Futebol.

Em 12 de junho de...

1936 – Irineu Fernandes nasce em Santo André. Locutor, redator, noticiarista, animador de programas de auditório e sertanejos, chefe de jornalismo, diretor artístico. Fez história no rádio do Grande ABC.

1946 – Acidente na Rua Coronel Oliveira, em Santo André: um automóvel de autoescola colide com uma charrete, também chamada aranha. O condutor da charrete arrebentou a cabeça nos paralelepípedos da via e foi internado.

1956 – Sociedade Cultural e Recreativa Alameda Glória, da Vila Duzzi, em São Bernardo, organizava pela primeira vez uma quadrilha junina, atividade que lhe renderia vários títulos de campeã e que é mantida ainda hoje.

Municípios Brasileiros

Aniversariantes do dia: no Estado de São Paulo, Santo Antônio do Aracanguá: fundado como povoado em 1923, emancipado em 1991 – quando se separa de Araçatuba – e instalado em 1993. 

Pelo Brasil: Bodocó (Pernambuco); Colônia Leopoldina (Alagoas); Domingos Martins (Espírito Santo); Ibema, Lindoeste, Matinhos, Ouro Verde do Oeste e Santa Tereza do Oeste (Paraná); Italva (Rio de Janeiro); Janduís (Rio Grande do Norte); Rio Grande do Piauí (Piauí); Santo Antonio do Amparo (Minas Gerais); São João dos Patos (Maranhão); São Ludgero (Santa Catarina); e Simão Dias (Sergipe).



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