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Governança na gestão empresarial


Lucio Flavio Franco*

04/06/2021 | 00:01


Entramos no segundo ano de pandemia de Covid-19 em todo o mundo, é uma constatação inexorável. Sendo que alguns países foram mais afetados, e com eles a gestão das organizações sendo testadas em todos seus aspectos. Os segmentos econômicos precisaram se reinventar, novas regras, mudanças de atuação, com novos conceitos e grandes desafios a serem superados. Tratei deste tema em nota técnica da 17ª Carta de Conjuntura do Observatório Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano).

O que antes era opção para algumas organizações, como o trabalho remoto, vendas on-line, lojas virtuais, vídeoapresentações, reuniões síncronas, distanciamento dos clientes e fornecedores etc, passaram a ser mandatórios para continuidade das operações das empresas que têm a cumprir os rígidos protocolos de saúde. A desejada conectividade passou a fazer parte intrínseca da vida real de toda sociedade, e a única saída segura para a gestão, sobrevivência e crescimento econômico e financeiro de todos. As empresas vivem um processo de mudança e adaptação paradoxal em todos os continentes. É premente refletir como os seus conceitos existenciais ainda persistem no presente, dados os níveis de exigências, mudanças e adaptações desse novo cenário. A dinâmica de conexão e interação midiática ao olhar dos stakeholders ficou muito sensível e urgente para gestão das organizações. Não se pode menosprezar qualquer assunto, pois as patrulhas das redes sociais cobram de tudo e de todos sem distinção.

Ao analisarmos o cenário atual do mercado brasileiro, encontraremos situações muito semelhantes às especificadas até agora, o que nos remete a uma reflexão a respeito do que estamos vivenciando.

Com foco na gestão das empresas e observando como algumas áreas de conhecimento se integram e se complementam em seus conceitos para mitigar o desconforto do processo dessas decisões, a ideia é contextualizar como as ciências contábeis e a governança corporativa contribuem de maneira interativa e assertiva para boa gestão das empresas neste momento. A contabilidade tem passado por transformações profundas, quer em seus conceitos de aplicabilidade, quer em amplitude de conhecimento e por que não dizer em evolução social, que acompanha as mudanças necessárias. Nos últimos tempos as normas, regras e pronunciamentos passaram por reformulação e harmonização de conceitos em âmbito internacional.

Essas normas cumprem a missão de unificar conceitos e superar as barreiras culturais e formas de apresentação de informes contábeis adotando-se um padrão compatível, único e compreensível de alta qualidade e aceito globalmente. A contabilidade está muito atualizada e conectada com as mudanças, contribuindo de forma efetiva para maior transparência, segurança, eficiência e exatidão de informações que possam gerar conhecimento para facilitar o processo decisório. No Brasil a lei 11.638, de 28 de dezembro de 2007, ratificou o uso dessas normas, o CPC (Comitê de Pronunciamento Contábeis) é o órgão instituído para essa finalidade.

A significância e perpetuação das empresas estão cada vez mais complexas, e as relevantes informações obtidas na contabilidade permitem a sua complementaridade para a formação de diversos outros conceitos. As organizações estão expostas de forma singular, são cobradas de todos os lados, todos passaram a participar e conhecer quais são seus modus operandis, presencial ou não.

Não é mais concebível que uma campanha publicitária possa mudar a visão a respeito de uma organização que não trabalha a ética, os princípios e valores sociais e o politicamente correto. Esse novo momento está fazendo com que as organizações se preocupem de forma efetiva com a governança corporativa. Empresas estão repensando seus valores e princípios na nova perspectiva de exposição necessária.

A governança tem conceitos próprios, é considerada como um esforço coletivo para boa gestão, essa, embasada em quatro princípios, a saber: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade social.

Conhecimentos obtidos com ciências contábeis, e com a governança corporativa, nos remetem a inúmeras soluções para problemas apresentados. Na transparência, no desejo de informar e no municiar os stakeholders com a maior quantidade de informações que possam mitigar os desconfortos das decisões é que encontramos muita complementaridade dos objetivos. Nota-se que, cada uma à sua maneira, tem preocupação com o entorno de forma significativa para formar conhecimento.

*O conteúdo desta coluna foi elaborado pelo gestor do curso de ciências contábeis e pesquisador do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano), Lucio Flavio Franco



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