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Balança comercial tem deficit de US$ 7 milhões

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Falta de insumos para a cadeia automotiva freia possível melhora da economia regional


Flávia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

10/06/2021 | 00:01


A pandemia do coronavírus segue impactando negativamente na economia regional. Em maio, o Grande ABC registrou o quinto resultado negativo consecutivo na balança comercial (diferença entre exportações e importações), com deficit de US$ 7,18 milhões, equivalente a R$ 36,19 milhões, considerando o dólar a R$ 5,04. Os dados são do Ministério da Economia e foram levantados pelo Diário.

No fim de 2020, o cenário estava favorável, com superavit de US$ 11,02 milhões no último trimestre. Nesta ano, porém, a diferença já chega a -US$ 492,87 milhões, sendo o maior deficit, na ordem de US$ 139,63 milhões, registrado em fevereiro. Até maio, o melhor resultado havia sido em janeiro, quando as empresas da região importaram US$ 72,61 milhões a mais do que exportaram.

Na avaliação de Ricardo Balistiero, coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, o incremento nas exportações segue tendência nacional, uma vez que a valorização do dólar desde o início da pandemia favorece as vendas ao mercado externo. Para se ter ideia, a quantia exportada pela região em maio foi 28,8% maior do que em abril, período em que as importações reduziram 7,2%. O docente destaca que as exportações só não foram maiores pela falta de insumos que a indústria automotiva enfrenta. 

Exemplo é que mesmo com desempenho positivo em maio, quando as vendas a outros países foi US$ 68,67 milhões maior do que as importações, São Bernardo amarga o pior resultado no ano, com deficit de US$ 233,94 milhões. A cidade é o berço da indústria automotiva, contando com quatro montadoras (Volkswagen, Scania, Mercedes-Benz e Toyta), portanto, a falta de componentes elétricos está prejudicando.

Balistiero explica que, com a retomada econômica, a China está absorvendo a maior parte do mercado de microchips, produzidos internamente e em outros países asiáticos, como o Japão. “Eles são usados não só em carros, mas também em outros equipamentos como celulares e computadores. (Para a indústria regional) É uma das questões mais importantes e um dos principais desafios para os próximos meses”, afirma.

Vale lembrar que a Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores) afirmou que a falta de insumos, principalmente de semicondutores, é o principal desafio do setor para este ano. Em maio, a fabricação de veículos oscilou apenas 1%, porém, havia demanda para um crescimento maior, segundo a entidade. Inclusive, ela defende o fomento da indústria nacional para produção destes componentes visando diminuir a dependência do mercado asiático.

PERCALÇOS

Embora a perspectiva de reaquecimento do comércio externo seja boa, especialistas avaliam que problemas internos podem frear uma possível retomada do Brasil neste cenário. Jefferson José da Conceição, coordenador do Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), aponta a vacinação contra a Covid-19 como um dos problemas. “Quanto mais lento (o ritmo de vacinação), mais teremos o retardamento da retomada”, afirma.

Outro problema é a iminência de uma crise hídrica no segundo semestre. Caso isso se concretize, a inflação será pressionada, já que processos industrias que requerem água e energia elétrica serão prejudicados. Com preços mais caros, a taxa de juros, atualmente em 3,5% ao ano, tende a aumentar. Assim, o poder de compra da população diminui, afetando toda cadeia produtiva.



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