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Fuzari nega que CPI da OAS seja para blindar prefeito tucano: ‘Relatos só falam da gestão do PT’

Celso Luiz/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Relator da comissão defende investigação e diz haver fatos novos


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

10/06/2021 | 01:10


Relator da CPI da OAS na Câmara de São Bernardo, Julinho Fuzari (DEM) negou que a comissão aja para blindar o governo do prefeito Orlando Morando (PSDB). “Sempre perguntamos sobre o envolvimento dele nas suspeitas e todos os depoimentos dados mostram que as relações eram com o governo do PT.”

Em visita à sede do Diário, Fuzari rebateu as críticas desferidas pela vereadora oposicionista Ana Nice (PT), que reclamou que a CPI requenta assuntos já trazidos à tona pela Operação Lava Jato e que foi instalada para travar qualquer investigação acerca de denúncias da gestão de Morando.

“A Ana Nice está no papel dela, de defender seu partido. Mas é bom ela lembrar que, em 2013, eu tentei abrir a CPI da OAS e o prefeito dela (Marinho), que tinha a maioria na Câmara, impediu. Todas as respostas que tivemos foi que os pagamentos de propina eram na gestão do PT. Ela pode fazer a indagação que quiser, é direito”, disse Fuzari.

“O que ela não pode negar é que temos trazido novidades. Foi a CPI da OAS que revelou que o pagamento de propinas superou a casa dos R$ 20 milhões. Foi por meio do trabalho da CPI que soubemos que funcionários da OAS agiram junto com agentes públicos da cidade para fabricar o edital e direcionar a licitação. Temos trazido luz à verdade”, emendou o democrata.

Ontem, a CPI da OAS voltou a se reunir – a sessão de terça-feira foi suspensa por falta de quórum em meio à crise da bancada de sustentação e Morando. Foi aprovada a convocação de Brasil Marto Rodrigues, funcionário que, na gestão petista, era diretor de drenagem. A CPI quer saber os motivos pelos quais estudo de solo não foi realizado na área onde foi construído o Piscinão do Paço – o trabalho foi feito no estacionamento do Shopping Metrópole, a 600 metros do reservatório.

“Estamos avançando em questões técnicas. Convocamos o Brasil Marto Rodrigues para ele nos explicar essa questão da sondagem, que é algo também suspeito. Queremos saber os motivos da sondagem ter sido feita tão longe dali. Será que se a sondagem de solo fosse feita onde está o piscinão aquela imensa pedra teria sido localizada? E se essa rocha fosse localizada, haveria novos valores envolvidos no contrato, sem aditivos? São perguntas que ele poderá nos esclarecer”, comentou Fuzari.

Enquanto avança para a parte técnica, a CPI ainda tenta derrubar na Justiça as medidas cautelares conquistadas por alguns convocados – em especial Carlos Henrique Barbosa Lemos e Marcel Vieira, apontados como interlocutores da OAS com agentes públicos de São Bernardo.



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