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Radiotelescópio BINGO mapeará energia escura a partir do céu brasileiro

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Da Redação, com assessoria
Do 33Giga

04/06/2021 | 08:18


O apelido parece de jogador de futebol e as dimensões são próximas das de um grande estádio. E, se tudo correr como os pesquisadores esperam, ele pode tornar a ciência tão interessante quanto o esporte mais popular do Brasil. Trata-se do radiotelescópio BINGO – acrônimo para Baryon Acoustic Oscillations from Integrated Neutral Gas Observations (em tradução livre, Oscilações Acústicas Bariônicas em Observações Integradas de Gás Neutro).

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Apelidado de “Diamante do Sertão”, está sendo construído em São Paulo (SP) e deve entrar em operação em 2022. Ele será instalado na Serra do Urubu, no município de Aguiar, a 257 km de João Pessoa (PB). Poderá se tornar a atração da cidade e das localidades vizinhas e despertar o interesse das pessoas em dois assuntos que muitos consideram distante da realidade: a astronomia e a cosmologia.

A chamada energia escura estará no foco das descobertas. No sertão, longe da poluição, será possível saber mais sobre estruturas desconhecidas da galáxia, pulsares que ainda precisam de observação e novos sinais do espaço. “Cerca de 95% do conteúdo energético do universo é completamente desconhecido. O radiotelescópio BINGO olhará para a distribuição detalhada da matéria conhecida para verificar os vínculos com o setor escuro”, diz Elcio Abdalla, coordenador do projeto e professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP).

Os recursos para o radiotelescópio BINGO vêm de diferentes fontes. Em um primeiro momento, são provenientes da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do governo do Estado da Paraíba. Ainda são esperadas verbas internacionais da University of Manchester e do University College (ambos no Reino Unido), além do ETH e das Universidades de YangZhou e Jiao Tong (por meio da Agência Chinesa de Pesquisas).

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