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Grande ABC alcança hegemonia na A-2: 5 títulos em 6 anos

Celso Luiz/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Troféu erguido pelo São Bernardo FC na segunda-feira mantém região no topo da divisão de acesso; desafio é repetir desempenho na elite


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

03/06/2021 | 00:01


O título do São Bernardo FC no Campeonato Paulista da Série A-2 manteve o Grande ABC dando as cartas no segundo nível do futebol estadual. Isso porque a região deu sequência à hegemonia no torneio, levantando o troféu de campeão em cinco dos últimos seis anos. Antes do Tigre, o Santo André (2016 e 2019) e o São Caetano (2017 e 2020) já haviam chegado ao topo na competição, enquanto em pelo menos duas oportunidades (2019 – quando foi terceiro e acabou beneficiado pela fusão entre Red Bull e Bragantino – e 2021) o Água Santa conquistou o acesso à elite.

Se levar em consideração a última década, são seis títulos em dez temporadas, acrescida a conquista do Tigre, em 2012. Os penetras nesse meio-tempo foram apenas Portuguesa (2013), Capivariano (2014), Ferroviária (2015) e Guarani (2018). Desta maneira, os dirigentes da região entoam o coro: o futebol do Grande ABC é forte na Série A-2.

“Tem muito da parte organizacional e do investimento feito por esses clubes. O Santo André ganhou com time de qualidade e investimento bom, nós vencemos com investimento significativo, o São Caetano ano passado também. Então são clubes que se consolidaram no cenário paulista a partir da estruturação de departamentos”, afirmou o gerente de futebol do São Bernardo FC, Daniel Flumignan. “Poder de investimento, região forte economicamente, mais fácil de convencer atleta a vir jogar em comparação a outros lugares, próximo da Capital, pela tradição, pelas forças das camisas, então são vários fatores que, somados, fazem com que as equipes tragam a hegemonia para o Grande ABC. Hoje, quando os adversários veem os times do Grande ABC participando, já os coloca como favoritos pelas conquistas que têm na divisão”, opinou o executivo de futebol do Santo André, Edgard Montemor Filho, que estava no Tigre no título de 2012.

Os dirigentes, no entanto, fazem uma ressalva: é preciso agora carregar as competências da A-2 para a A-1. “Este desempenho (cinco títulos em seis anos) é reflexo de planejamento, investimento e objetivo de fazer com que equipes cheguem à Primeira Divisão. Mas a partir daí a régua sobe. O que falta para as equipes do Grande ABC é aprender a jogar e se manter em uma elite como a do Paulista. O São Caetano bateu e voltou, o Água Santa teve acessos e não conseguiu se sustentar, o São Bernardo agora está voltando, então investimento e planejamento são outros”, considerou o diretor executivo do Água Santa, Júlio Rondinelli. “Espero que essa hegemonia não aconteça mais e as equipes consigam se manter na Primeira Divisão. O Santo André vai para o terceiro ano, São Bernardo e Água Santa são equipes fortíssimas para permanecer e torcemos para que o São Caetano consiga se reestruturar e voltar a ser o que era. Quanto mais times da região na elite, mais forte vai ser o futebol do Grande ABC e as equipes envolvidas”, pontuou Edgard.

OBRIGAÇÃO
Enquanto Santo André, São Bernardo FC e Água Santa estarão juntos na elite em 2022, o São Caetano estará solitário na Série A-2. Rebaixado da elite nesta temporada, o Azulão passa por fase de reestruturação. “O trabalho vem sendo feito, disputaremos a Copa Paulista, pretendemos fazer boa competição, voltar ao cenário nacional, reforçar a equipe para disputar a A-2. Com estrutura nova, novos investimentos, pés no chão, grupo que veio para ajudar, vamos colocar o São Caetano de volta na Primeira Divisão. Temos a obrigação de no ano que vem voltar e seria importante permanecerem os quatro, para deixar a região cada vez mais fortalecida”, opinou o presidente Nairo Ferreira de Souza, que falou sobre o desempenho nesta última A-1.. “Este ano foi terrível, acabamos montando grupo em cima da hora e sem receita para poder disputar o Paulistão. Faltava recurso. Sabíamos que poderia ter rebaixamento, o grupo não era nivelado para a divisão, mas fizemos nosso papel e não pedimos licença”, admitiu o dirigente. 



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