Fechar
Publicidade

Sábado, 25 de Setembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Parceria oferta remédio gratuito à base de Cannabis
para 12 crianças atendidas pela Apae de São Caetano

Divulgação/Claudio Rossi Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Acordo com empresa norte-americana vai permitir tratamento por 9 meses


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

28/05/2021 | 00:01


Parceria entre a empresa Carmens’s Medicinal, dos Estados Unidos, e a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de São Caetano vai permitir que 12 crianças com diferentes condições e deficiências tenham acesso a tratamento gratuito com medicação à base de Cannabis. Indicados pelo corpo clínico da Apae, os pequenos foram avaliados sobre seus quadros e foram escolhidos aqueles que mais se beneficiariam do tratamento e/ou quem não está conseguindo bons resultados com a medicação convencional.

É o caso de Théo Silvestre de Carvalho, 9 anos, que tem autismo moderado e está em tratamento multidisciplinar desde os 4. A mãe de Théo, a profissional de marketing Michelle Silvestre, 33, explica que o remédio que o filho toma para controle da ansiedade tem apresentado efeitos colaterais e a expectativa é que com o canabidiol, além de mais tranquilo e com mais foco, ela tenha condições de seguir se desenvolvendo.

“O Théo fala, aprendeu a ler com 3 anos e meio, ele tem QI (Quociente de Inteligência) alto. Poder controlar as crises de ansiedade, os impulsos nervosos, terá mais qualidade de vida”, completou a mãe. Há um ano, Michelle pegou a receita para o remédio, mas, por falta de informação, não havia se decidido. Dessa vez, ela tem esperanças de que o resultado do tratamento será positivo para o filho.

Essa é a primeira parceria desse tipo que a Apae firma com empresa que fabrica o canabidiol. “É medicação cara, que precisa da autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). As pessoas que atendemos, as que selecionamos, certamente não teriam condições de comprar”, explicou o presidente da associação, Jorge Salgado. “O corpo clínico da Apae indicou os pacientes e vamos acompanhar o processo”, completou. “É a oportunidade de levar a novas perspectivas, novos remédios, alternativas para quem não está tendo sucesso com a medicina convencional”, concluiu o presidente.

"Não são todas as famílias que já ouviram falar da Cannabis medicinal. E ficam impactadas, assustadas, quando eu digo que uma planta, que foi demonizada durante a vida toda no Brasil, vai ajudar o filho delas. É muito importante ter acesso a medicamentos de qualidade", explicou o especialista em Cannabis Medicinal, Pedro Pierro Neto, um dor articuladores da parceria entre a Carmen''s e a Apae São Caetano.

"Se não tem uma Apae ou um laboratório, a família vai procurar o produto em qualquer lugar. E isso quer dizer planta cultivada com pesticida, óleo de baixa qualidade, isso quando as pessoas não levam só azeite para casa. Quando a gente melhora a qualidade de vida de uma criança, a gente está ajudando a família inteira", completou o médico.

O diretor executivo da Carmen’s e responsável pela implementação da empresa no Brasil, Ricardo Pettená, afirmou que garantir ou facilitar o acesso a medicamentos, à terapia canabinoide, é uma das missões da empresa. Com essa ideia, e logo após ter lançado medicamento específico para crianças, a Carmen’s procurou a Apae para ofertar o tratamento gratuitamente por nove meses às crianças selecionadas. Acabado o período, a empresa vai assessorar as famílias para conseguirem o remédio do governo, se não houver possibilidade de compra.

No Brasil, a empresa vende a medicação por R$ 649,90, que, segundo o porta-voz, é valor bem menor do que os similares. O produto só pode ser adquirido por importação individual para pessoas físicas com aprovação da Anvisa. Em dezembro de 2019, a agência autorizou a produção industrial e venda em farmácias, sob prescrição médica e retenção da receita, de produtos à base de maconha. Na mesma decisão, foi rejeitado o cultivo da planta para os mesmos fins, ou seja, a matéria-prima ainda precisa ser importada. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;