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Claudia Raia relembra o período de separação de seu casamento com Edson Celulari

Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


21/05/2021 | 13:11


Claudia Raia arrumou um tempinho em sua agenda agitada para conversar com Patrícia Kogut do jornal O Globo e inicialmente comentou sobre a novela Ti-Ti-Ti, que está de volta nas telinhas da Globo, e onde ela protagonista Jaqueline que é apaixonada por Jacques Leclair.

- Todo mundo fala dela nos lugares aonde vou e também no Instagram. Escuto muito: Ela é hilária, estou me divertindo. Jaqueline é mesmo uma personagem marcante. E a novela fala de moda, é atual e chique até hoje, mesmo dez anos depois. Na verdade, fala do melhor e do pior do ser humano. A briga dos dois protagonistas é algo que a gente olha e identifica na vida real. Esse tipo de rivalidade, de um querendo passar a perna no outro, é inesgotável. Mas ali é mostrado com humor. E fica tão leve, tão gostoso... Foi uma novela que fez diferença lá atrás e faz a diferença agora novamente.

A artista revelou também que se diverte muito quando relembra os gestos engraçados e situações absurdas que a personagem se colocava.

- Fiz coisas inaceitáveis. Fico olhando e penso: O que é isso?. Um diretor [Jorge Fernando] com quem você tem toda a intimidade do mundo te dá a possibilidade fazer qualquer coisa, de A a Z.

E no meio dessas cenas carregadas nas tintas que Claudia Raia acabou compartilhando um momento especial com Nicette Bruno do qual se lembra com extremo carinho até hoje. Naquela época, a mãe de Enzo Celulari estava se separando de Edson Celulari.

- Apesar de ser uma separação tranquila, porque de fato foi, nunca é fácil. E, assim como em ''Verão 90'', quando perdi minha mãe, a personagem me salvou. Pela primeira e única vez na vida, eu estava tomando antidepressivos, bem fraquinhos. Usei por nove meses. O médico achou que, com toda a situação, mais o fato de eu estar trabalhando muito, o remédio iria ajudar a encontrar um equilíbrio emocional. E o que acontece é que você fica meio sem emoção, meio neutro, numa espécie de ponto morto. Isso para um atriz é muito ruim, um limbo. Fiquei com medo de não conseguir acessar com facilidade as emoções. E me lembro de uma cena que eu tinha com a Nicette, no cenário da casa do Jacques, que eu entrava às gargalhadas, falando absurdos, e depois caía em prantos. Li e pensei: Meu Deus, como vou resolver isso?. Fiquei preocupada e, quando cheguei e comecei a ensaiar, a Nicette percebeu e me perguntou: O que foi, filha?. Expliquei minha aflição e ela me acalmou: As emoções estão num único lugar, dentro de você. Só você sabe fazer essa personagem. É sua, você que construiu. E muito bem, inclusive. Você vai acertar, e a emoção vai vir. Aquilo me deu uma calma. Ela falou o que eu precisava ouvir. A cena foi ótima. A emoção veio num momento diferente, mas ficou incrível, mais inusitado ainda. Sempre me lembro desse momento que vivia em ''Ti-ti-ti''. Eu tentando me segurar, segurar a onda dos meus filhos nesse processo de separação. Foi um momento difícil, mas passou.

Lembrando que Nicette Bruno acabou morrendo no final de dezembro de 2020 vítima do novo coronavírus, e por isso a atriz guarda ainda com mais carinho o conselho da veterana.



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