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Paciência é uma virtude, andreenses


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

18/05/2021 | 00:01


Tão logo o técnico Wilson Júnior foi anunciado como novo comandante do Santo André, fui às redes sociais do clube verificar como a torcida ramalhina estava reagindo à contratação, afinal, o novo treinador vem do rival São Caetano (o qual comandou nas primeiras rodadas da campanha que terminou com o rebaixamento no Campeonato Paulista deste ano) e é ídolo do vizinho São Bernardo FC, onde justamente começou a carreira à beira do gramado. E apesar de alguns justos elogios, vi muitos fãs criticando a escolha, se baseando tanto na campanha azulina no Estadual quanto na identificação com o Tigre. Pois bem, torcedores andreenses, tenham calma e deem um voto de confiança ao recém-chegado profissional. Homem de confiança do executivo de futebol Edgard Montemor Filho, conhece a Série D do Brasileiro – competição para a qual foi contratado – justamente por ter comandado os são-bernardenses na edição de 2017. Na oportunidade, apesar de estreante, a equipe passou da primeira e segunda fases, eliminada na terceira, a poucos passos do acesso à Série C.

Além dessa experiência – inclusive vivida junto ao próprio Edgard, desde a preparação do time até a disputa da competição –, Wilson Júnior traz com ele formação em cursos da CBF e estilo de jogo bastante característico, baseado em um sistema defensivo bastante sólido, receita esta que foi a que funcionou para o Ramalhão em seus sucessos mais recentes. Para quem o criticou no comando do São Caetano por alterar a escalação em todos os jogos, basta avaliar que ele aceitou o convite para encarar um desafio complicadíssimo, com atletas que, assim como ele próprio, vestiram a camisa do Azulão de última hora na tentativa de manter a equipe na elite. A única situação que pode ser similar à que o técnico viveu no Anacleto Campanella é o pouco tempo para montar e trabalhar o time, já que a Série D começa para o Santo André em 5 de junho, contra o Bangu-RJ. Isso, somado ao fato de a equipe não ter casa para jogar – será assunto para a próxima coluna –, pode atrapalhar o andar da carruagem. Não quero aqui advogar em prol de ninguém muito menos já ter na manga motivos que possam justificar insucesso no projeto, mas se é que posso pedir alguma coisa à torcida andreense, peço paciência. Uma das principais reivindicações dos fãs era justamente a utilização da base e de atletas do clube, e o Santo André – com verba limitada – vai seguir justamente por este caminho, apostando em uma dúzia de jogadores da casa e contratando entre dez e 11 peças. Ansioso para saber no que vai dar. Boa sorte, Wilson!

PARA FICAR DE OLHO
O evento de apresentação de Manoel Sabino Neto como novo presidente do São Caetano, que contou com as presenças de Mauro Silva (por parte da Federação Paulista de Futebol), do prefeito Tite Campanella (Cidadania), representantes do governo do Estado e da Câmara Municipal, entre outras personalidades, foi como um aviso: pode até ser que o mandatário não tenha experiência no futebol, mas ele tem poder – financeiro, inclusive – para trazer quem tenha e ainda mostrar isso para quem quiser. Caso este do pentacampeão Edmilson, que será consultor do Azulão, e do ex-corintiano Celio Silva, que cuidará da base. Diz-se que outros mais virão, fazendo parte da reformulação de 90% do quadro são-caetanense. Por outro lado, quem permanecerá no clube – e ficará à frente da equipe na Copa Paulista – é o técnico Paulinho McLaren. 



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