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Uip formaliza sindicância e assegura autonomia

Denis Maciel/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Reitor da FMABC aponta que grupo terá independência para apurar denúncia de fura-fila na vacinação


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

13/05/2021 | 00:37


Reitor do centro universitário da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), David Uip formalizou a instauração de sindicância para investigar denúncia de fura-fila no grupo de prioridade da vacinação contra a Covid-19. O dirigente da instituição, que é uma das entidades mantidas pela FUABC (Fundação do ABC), cravou que haverá autonomia ao bloco para a averiguação de possíveis irregularidades no processo. “A apuração está em andamento, mas só vou saber o resultado no dia que for apresentado o relatório final. A investigação será com total independência.”

Uip ponderou que indicou a composição da sindicância, mas que não irá interferir na condução dos trabalhos. “Não sei a metodologia, quantas e quais pessoas (os integrantes) vão ouvir. Podem ouvir quem quiserem, do jeito que acreditarem ser conveniente. Coube a mim instaurar e dar início. Fiz isso e dei completa autonomia”, reiterou o dirigente, ao Diário. Não há prazo pré-estipulado para conclusão da investigação sobre o episódio.

Com decreto registrado em data anterior, o reitor oficializou a abertura do procedimento na última quinta-feira – a medida vai apurar relação de oito profissionais de setores administrativos listados em ofício, subscrito pelo próprio dirigente, para receberam a imunização como trabalhadores da saúde. Entre os beneficiados, funcionários em cargos de chefia da FUABC, como gerentes de RH, jurídico, financeiro e comunicação. Ele reafirmou que não possui ingerência na entidade. “O ofício endereçado aos prefeitos (com pedido de vacinas) ocorre porque dentro do centro universitário tem laboratórios e ambulatórios, que fazem exames de Covid. A Fundação tem mais de 20 mil colaboradores, incluindo as mantidas. Sequer tenho voz no conselho de curadores.”

Ex-secretário estadual de Saúde, Uip frisou que é o único que pode assinar o ofício, de acordo com o regimento interno. “Todos os ofícios são assinados por mim. Apenas cumpri minha atribuição. Essa é minha obrigação como reitor”, citou ele, ao pontuar que não sabe dizer ao certo se houve equívoco no documento enviado às prefeituras. “Não tenho ideia se foi fraudado. Pode ter sido fraudado, adulterado ou não incorporar as minhas determinações, num erro. Podem ter múltiplas variáveis. Nem sei se a lista foi encaminhada ao mesmo tempo em que o ofício. Espero que a sindicância apure. Por isso, pedi a investigação.”

Questionado sobre sua avaliação em relação ao caso, Uip evitou se posicionar a respeito e alegou que a opinião particular “não tem o menor valor”. “Sigo PNI (Programa Nacional de Imunização). Sou seguidor de regras. Se algo foi feito fora disso, repito, haverá consequências. Desejo que não tenham irregularidades, só que, caso exista, as responsabilidades vão ter implicações.”

A Fundação, comandada por Adriana Berringer Stephan, confirmou trâmite da sindicância na FMABC para “apurar os fatos alegados na denúncia no que tange a campanha de imunização realizada no centro universitário”. “O centro universitário instaurou a sindicância com base em ofício que recebeu da presidência da Fundação do ABC, pelo qual foi solicitada a retificação de 80 nomes de lista preparada pelo centro universitário e encaminhada à Prefeitura de Santo André. Paralelamente, a Fundação está conduzindo apuração própria, a fim de reunir todas as informações disponíveis sobre a campanha de vacinação do centro universitário e encaminhar ao MP (Ministério Público).”<EM>

Requerimento pede cópia de ficha do relatório

Novo requerimento que será protocolado hoje na Câmara de Santo André, assinado pelos 21 vereadores, solicita à FUABC (Fundação do ABC) cópia da ficha de relatório dos vacinados no grupo prioritário contra a Covid-19, encaminhada ao governo de São Paulo e ao Ministério da Saúde. O documento pede o teor dos informes, tendo nome, função e atribuições do cargo, que possam atestar os motivos da inclusão dos funcionários listados dentro das regras estabelecidas do PNI (Programa Nacional de Imunização).

“É a ficha necessária para preenchimento dos pré-requisitos da prioridade concedida (por determinado órgão). São documentos obrigatórios, nos quais constam a justificativa apontada para priorização nos casos em questão”, afirmou o parlamentar Márcio Colombo (PSDB), de Santo André. “O requerimento é subscrito por todos os pares da casa”, completou o tucano. A medida é tida como alternativa adicional para averiguar pontos da denúncia de fura-fila na vacinação de colaboradores da Fundação.

O Legislativo aprovou, anteriormente, requerimento de informações que questiona, principalmente quem foi responsável pela seleção dos oito funcionários de setores administrativos entre os 80 da lista, cujo ofício requereu doses da vacina. A proposta visa identificar o nome de quem autorizou a relação de profissionais, já sob investigação de suposta irregularidade pelo fato de os trabalhadores não figurarem na linha de frente. Em tese, a FUABC possui até segunda-feira para responder essa solicitação, uma vez que a Câmara pediu retorno no prazo de sete dias úteis.

A Fundação tem sustentado que “todos os colaboradores” da entidade “integram o grupo de trabalhadores da saúde, tendo direito à vacinação prioritária”. Especificamente no complexo de saúde do campus universitário da FMABC, 879 funcionários já foram imunizados. “A ordem de convocação para vacinação é definida por comitê técnico do próprio centro universitário, mediante disponibilidade de doses e sempre em conformidade com o plano nacional de operacionalização da vacinação.”



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