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Estudo propõe que prédios comerciais virem moradia

Celso Luiz/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Medida poderia ajudar na urbanização e estímulo à economia; na região há vacância de 20% de salas


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

13/05/2021 | 00:51


Em tempos de pandemia, quando muitas empresas da região recorreram ao home office, a transformação de prédios comerciais vazios em moradias pode ser importante solução urbana. E econômica também. Este tipo de obra pode sair por menos da metade do preço do que uma construção inicial e ajudar na revitalização de bairros inteiros.

As informações estão em estudo do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano) divulgado na última semana. O texto defende a utilização do mecanismo de retrofit, que constitui em reforma de maior profundidade, diferentemente de uma simples manutenção ou reparo localizado, para transformar a função do imóvel para residencial. A modalidade é utilizada em países europeus, inclusive com alto número de negociações: a comercialização dessas propriedades chega a ser sete vezes maior que as recém-construídas.

A nota técnica é assinada pelo gestor do curso de arquitetura e urbanismo da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Enio Moro Junior. Segundo ele, a discussão precisa ser feita em esfera regional – quiçá nacional –, já que é necessário ter uma legislação específica para o retrofit.

“Ele é bastante utilizado na Europa porque existem exigências técnicas, inclusive de acessibilidade, tamanhos mínimos dos apartamentos e outras especificações. Esse é um assunto que precisa ser discutido entre todos os órgãos”, considerou Moro.

No texto, o professor faz uma simulação do processo na região. Se houvesse autorização para aplicação do retrofit em 20% de imóveis de comércios e serviços em vacância no Grande ABC, há possibilidade de criar 400 unidades habitacionais. Esse percentual representaria dez quarteirões em áreas centrais – ou 20 mil metros quadrados. Em agosto, o Diário mostrou que a pandemia de Covid-19 já havia provocado êxodo de cerca de 20% de inquilinos de salas comerciais na região.

“O exemplo com áreas centrais é porque as nossas (no Grande ABC) têm uma característica de poucas habitações, mais voltadas ao comércio. Mas uma série de teóricos em urbanismo afirma que se tiver espaço com mistura de usos, com lazer, comércio, e moradia, esses locais ficam mais ricos, diminui a violência e até aumenta sensação de pertencimento”, afirmou o especialista.

“Isso significa mais pessoas circulando e comprando. Consequentemente, estimulando a economia. É um desafio. Talvez agora a gente não perceba a urgência dessa discussão, mas quando as coisas passarem, teremos um aumento no número destes prédios vazios”, finalizou. 



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