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Sindicalistas alertam para precarização do trabalho


Da Agência Brasil

13/05/2010 | 07:00


Sindicalistas apontam a precarização no mercado de trabalho da construção civil, com base em informações do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Os dados mostram que construtoras contrataram quase oito vezes mais serventes do que pedreiros, embora o primeiro grupo represente só 40% dos trabalhadores em obras, de acordo com a Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da CBIC).

"Um servente prepara massa para até três pedreiros", disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção e Mobiliário de Belém Atnágoras Lopes. "O número de contratações é a prova de uma fraude. Há gente sendo contratada como servente, mas trabalhando como pedreiro."

Lopes foi um dos sindicalistas que esteve terça-feira na apresentação de estudo setorial da construção civil elaborado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Do documento, constam os dados do Caged, que computa as contratações e demissões informadas por empresas ao governo mês a mês.

Segundo o Caged, de janeiro de 2009 a fevereiro deste ano, 153 mil serventes foram contratados. No mesmo período, as construtoras contrataram 20 mil pedreiros. De acordo com a CBIC, porém, existe um servente para cada 1,5 profissional trabalhando em obras no País. "Pedreiro ganha cerca de 25% a mais do que servente", complementou Lopes. "Provavelmente, metade dos pedreiros trabalhando não recebe para isso pois está registrada como servente."

O coordenador de relações sindicais do Dieese, José Silvestre de Oliveira, afirmou que a precarização do trabalho é um dos maiores problemas da construção civil, assim como a informalidade. "Mais da metade dos trabalhadores da construção é informal", disse ele.

De acordo com a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2008, dos 6,9 milhões de trabalhadores na construção, 4,4 milhões não têm carteira assinada. Destes, 2,7 milhões trabalham por conta própria e o restante é assalariado sem carteira.

Para o secretário-geral da Conticom (Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira), Dário Carneiro, esses dados mostram que é preciso repensar a qualidade do emprego gerado nas construções.

Em nota, a CBIC informou que os dados sobre contratação no setor não indicam precarização, mas a lacuna de especialização dos profissionais. Segundo a entidade, as empresas contratam mais serventes devido à falta de qualificação. Depois, elas capacitam esses profissionais, que deixam de ser só ajudantes. "Prova disso é o aumento expressivo do ganho médio do trabalhador da construção, que evidencia que não existe precarização, mas melhoria das competências." Segundo o Dieese, o salário médio deste trabalhador subiu de R$ 525,43 para R$ 580,33 de 2008 para 2009.



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