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Avidez por alguma alegria


Do Diário do Grande ABC

10/05/2021 | 15:20


Uma, uminha, umazinha só. Uma porção de alegria, esse produto tão raro nos dias de hoje. Imploramos. Não passa um dia sem que alguma notícia esquisita nos abale. Assistimos o mundo inteiro tentando se curar, se recuperar, reviver, se reinventar e reorganizar desse baque, pesadelo, onde cada dia de sobrevivência precisa ser efetivamente comemorado. Mas, aqui, quem consegue? Em um dia perdemos parentes e amigos; em outro, quem tanto admirávamos, por quem torcíamos pela recuperação, mesmo que ela fosse até difícil de acreditar se pensássemos bem. Paulo Gustavo se notabilizou por nos trazer esse raro e cada vez mais escasso produto, a alegria. Chega ser sintomática, emblemática, a sua partida no meio disso tudo. Como conter a emoção? O prefeito da maior cidade do País lutando publicamente pela vida em um leito de hospital, com altos e baixos.

A gente chora, sofre e perde o sono pensando em professoras e bebês assassinados a golpes de adaga na outrora pacata cidadezinha de nome poético, Saudades. Ficamos revoltados ao ver desastrosa operação policial carioca no morro do Jacarezinho, e que mostra as suas ruas, vielas, barracos cobertos de sangue que escorre o desespero e o luto de 25 mortes. Pior: saber que tem quem aplauda chacina como essa, uma pena de morte, sem julgamentos, como quem degola, arrasta e espalha pedaços de corpos.

Brasil atual embaçado, o País do esculacho. Demorará mais que outros para se recuperar desse tempo amargo e retomar sua tradição de País gentil, gente alegre reunida, Cidade Maravilhosa etc e tal. Estamos com desgoverno absurdo e cruel, administrados por presidente bronco, que ainda se diverte ironizando o sofrimento do povo, fazendo da política uma barafunda gincana, onde nós somos caçados, e não surge força capaz de cassá-lo, porque há muitos beneficiados com suas confusões, animados por trupe violenta e insistente que sai às ruas espumando por medidas antidemocráticas.

Ano passado estávamos mais unidos. As varandas e janelas abertas emitiam cantorias, a solidariedade se mostrava na preocupação com o outro, com recursos, com comida, companhia, compaixão. Mas 2021 chegou arrasando e agora em maio ainda tememos a evitável escalada de mortes correndo para alcançar a marca tão temida, de meio milhão de vidas perdidas. A alegria se esvaiu. Precisávamos ter tratamento precoce, sim, mas para evitar toda essa tristeza. Necessitaremos de alegria, alguma, muita, e que esta seja coletiva. Nos unir o mais rapidamente possível para procurar essa fonte para beber, e que agora está soterrada. Enfim, parece que já começamos a escavar para encontrar essa fonte e logo jogaremos fora todo o lixo que a encobre.

Marli Gonçalves é jornalista.

PALAVRA DO LEITOR
Sem apoio

Necessário que se esclareça a alguns desavisados que as manifestações no dia 1º de maio, Dia do Trabalho, não foram a favor de Bolsonaro, como quis deixar entender carta nesta coluna (Patriotismo, dia 3). Ninguém em sã consciência iria apoiar o presidente no Dia do Trabalho se temos 14 milhões de desempregados, a maioria por causa dele. O que houve a favor dele foi uma meia dúzia de gato pingado vestida de verde e amarelo, gente que recebe dinheiro para isso, para tentar tumultuar, que é o que os fanáticos sabem fazer de melhor. Mal comparando, se tivéssemos um Dia da Vacina e houvesse manifestações alguém achar que a população nas ruas seria a favor deste presidente. É só lembrar das mais de 400 mil mortes no Brasil porque ele negou a vacina, negou a ciência e negou o SUS (Sistema Único de Saúde. O mundo não acredita nem confia mais no Brasil única e exclusivamente por causa dele. E será assim enquanto ele estiver como presidente. Não aguentamos mais!
Vânia Togato Viegas
São Bernardo

Rua Asa Branca
Informo que na Rua Asa Branca, na nova praça, na quadra recém-inaugurada, no bairro Jardim Alzira Franco, em Santo André, acabou o sossego das famílias de bem. Peço a este Diário que faça chegar essa informação ao secretário de Estado da Segurança Pública, general João Camilo Pires. Nessa via, assim como em outras próximas, ninguém dorme mais à noite, porque o som é muito alto, com carros com ‘paredões’ e caixas de som, que são colocadas no chão. Há muita droga e bebidas alcoólicas, narguilês, motos sem placas sendo empinadas e fazendo muito barulho. O local tornou-se ‘baile funk’. Também há muita gente na rua sem máscara, em plena pandemia. Nos fins de semana chega a ter mais de 1.000, e o ônibus não consegue nem passar, porque a via fica bloqueada com a enorme quantidade de pessoas. A Polícia Militar até vai ao local, mas nada é feito, nem sequer a evacuação. Ela passa, olha e vai embora. Nós não sabemos mais a quem recorrer. Peço encarecidamente ajuda ao secretário do Estado.
Mariana de Assis Lopes Silva
Santo André

Rua Coimbra
Como cidadão de Santo André, sinto-me incomodado de ter de lembrar à Prefeitura que precisa fazer o serviço de zeladoria da cidade. É necessário que tenha equipe nas ruas – guardando os cuidados contra a contaminação pelo coronavírus, claro! – para checar onde há a necessidade de intervenções da municipalidade andreense. Por exemplo, a Rua Coimbra, na Vila Pires, é via quase intransitável tamanha a quantidade de defeitos no asfalto, inclusive com enormes buracos. Grande parte das pessoas que por ali transitam é por causa do velório do cemitério que tem nessa rua. Então, além da tristeza pela perda de algum ente querido, a pessoa ainda tem de enfrentar esse verdadeiro rali para chegar e sair do local, principalmente para quem não é morador da cidade nem conhece o lugar, como eu, por exemplo. Desnecessário ter de passar por isso!
Marilza Aparecida Sperândio
Mauá

Também a pé
Sugiro às prefeituras do Grande ABC que façam adaptação para que as pessoas possam ser vacinas nos drive-thrus também a pé. Não é todo mundo que tem carro. Muitas vezes são os parentes que têm de levar, e pegar filas, o que atrasa a vida dessas pessoas, que muitas vezes trabalham e têm de faltar ou pedir saída para levarem seus parentes para vacinar. Muitas pessoas que não foram tomar a segunda dose pode ter sido porque não tiveram condução. Ajudaria muito e seria exemplo para todo o Brasil.
Arlete Baptista
Diadema

Brasil e corruptos
Os seguidores de Lula são todos corruptos e amigos dos cofres públicos. Quem não lembra do financiamento do porto de Cuba e do Mensalão? Aparentemente Lula está de volta, por força de um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). A gente só não entende por que o presidente Jair Bolsonaro não fecha o Congresso, reformula toda a legislação administrativa, para, depois, reabrir por meio de novas eleições! A atual legislação e políticos costumeiros precisam ser reformulados a qualquer preço. Do jeito que as coisas de interesse geral do povo estão sendo conduzidas o Brasil não vai aguentar muito tempo. Plagiando Monteiro Lobato: ‘Ou o Brasil acaba com os políticos corruptos ou os políticos acabam com o Brasil’.
Bilac de Almeida Bianco
São Caetano

Choro todos os dias
Todos os dias choramos a perda de pessoas queridas devido ao coronavírus. São conhecidos, desconhecidos, famosos, anônimos, gente próxima e também distante. Infelizmente essas são as notícias diárias. O Grande ABC chega a mais de 7.000 mortes pela Covid, conforme nos informa este Diário (Setecidades, dia 5). O Brasil está descontrolado quanto ao combate a esse vírus que aí está, ceifando vidas, destruindo famílias, arrebentando lares, desfazendo sonhos. Desculpem-me os apoiadores deste que está presidente, mas, para mim, o grande culpado por esta catástrofe que enfrentamos é quem dizia que era ‘só uma gripezinha’, que não iríamos ‘passar de 200 mortes’, que a cloroquina resolveria o problema, que afirmou que ‘gente morre todo dia’, que máscara ‘faz respirar ar viciado’, que lockdown destroi o País, que negou diversas vezes a oferta de vacinas e outros impropérios. E agora, o que fazer? A economia logo se recupera. E as vidas perdidas? Isso tem nome, e não é bonito: isso chama-se genocídio. E os genocidas têm de pagar pelo que fazem.
Maria Thereza Fidelis
Ribeirão Pires

As cartas para esta seção devem ser encaminhadas pelos Correios (Rua Catequese, 562, bairro Jardim, Santo André, CEP 09090-900) ou por e-mail (palavradoleitor@dgabc.com.br). Necessário que sejam indicados nome e endereço completos e telefone para contato. Não serão publicadas ofensas pessoais. Os assuntos devem versar sobre temas abordados pelo jornal. O Diário se reserva o direito de publicar somente trechos dos textos.



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