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Diadema alega que perdeu 2.272
doses de vacina contra Covid-19

Marcello Casal JR/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeitura atribui situação a desvio de qualidade nos frascos; Butantan nega que haja defeito


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

08/05/2021 | 08:57


A Prefeitura de Diadema alega que recebeu do governo do Estado três lotes de vacinas contra a Covid-19 com desvio de qualidade. Segundo a administração, nesses frascos de Coronavac não foi possível utilizar as dez doses como era esperado, o que ocasionou um deficit de 2.272 unidades.

Foi esse o motivo que levou a Prefeitura a adiar a aplicação da segunda dose para os profissionais de educação, que estava programada para ontem. O problema foi apontado em relatório ao GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica) e também registrado no sistema Vacivida, site onde as cidades informam quantas doses foram aplicadas.

Ainda de acordo com a administração, havia em estoque, até quinta-feira, 11.158 doses, sendo 758 Coronavac e 10,4 mil Astrazeneca/Oxford. A cidade recebeu total de 101.988 doses, das quais 88.558 haviam sido aplicadas. Sobrariam, então, 13.430 doses, das quais 2.227 foram perdidas.

O governo do Estado, no entanto, não reconhece essa situação e alega que a cidade deveria ter em estoque, até quinta-feira, 19.288 doses, uma vez que, segundo os registros do site Vacivida, o município tinha realizado a aplicação de apenas 82,7 mil doses. A disparidade entre o número de fármacos aplicados, segundo a Prefeitura de Diadema, deve-se às fichas que ainda estão nas unidades para digitação no sistema.

Sobre o alegado desvio de qualidade dos frascos, o Instituto Butantan informou que cada frasco da vacina contra o novo coronavírus contém nominalmente dez doses de 0,5 ml cada, totalizando 5 ml, e adicionalmente ainda é envasado conteúdo extra, chegando a 5,7 ml por ampola. De acordo com a instituição, esse volume, devidamente aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é suficiente para a extração das dez doses. “Inspeção da vigilância sanitária realizada no dia 20 de abril não encontrou nenhuma inadequação na linha de envase da Coronavac. Portanto, não se trata de falha nos processos de produção ou liberação dos lotes pelo Butantan”, completou em nota.

Coordenadora de enfermagem da Estácio, Ana Maria Albuquerque afirmou que algumas doses podem ser perdidas por erro humano, apesar dessa ser uma das áreas da enfermagem em que os profissionais mais recebem treinamento. “É um manejo delicado. Precisa tirar o ar da seringa e se isso não for feito dentro do frasco, alguma parte do conteúdo pode se perder, o que vai comprometer o total de doses”, pontuou.

Ana Maria lembrou que toda a área de saúde do Brasil vive um momento atípico e que os profissionais que estão na campanha de imunização estão sob forte pressão. “Agora eles são filmados, fotografados, algumas vezes até ameaçados”, explicou. “Tudo isso aumenta a ansiedade e a possibilidade de erros”, completou.

A coordenadora afirmou que garantir ambiente de trabalho tranquilo é fundamental para evitar erros. “Agendar a aplicação das doses, além de evitar aglomeração, melhora a qualidade do serviço prestado”, concluiu. 



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