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De olho no futuro: crianças idealizam
profissões para a vida adulta

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Veterinário, jogador de futebol, artista ou youtuber. Desde pequenas as crianças sonham com as profissões que irão exercer quando crescer; exemplos da família, ídolos da TV ou da internet definem a escolha


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

09/05/2021 | 00:01


“O que você quer ser quando crescer?” A maioria das crianças já respondeu essa pergunta. Médico, veterinário, cantor, artista, astronauta, jogador de futebol. A imaginação vai longe. Em meio às brincadeiras, ou na escola, meninos e meninas ‘planejam’ o futuro. Se imaginam vivendo as aventuras dos personagens da T V, dos livros ou da internet ou se espelham na trajetória dos pais e outros parentes para tentar definir a profissão que irão seguir..

Valentina Duran Toledo, 6 anos, moradora do Jardim Jamaica, em Santo André, quer ser veterinária. “Eu amo animais, gosto de cuidar deles”, explica. Enquanto não chega a hora de definir se realmente irá se dedicará a tratar dos bichinhos, ela acompanha todos os dias o trabalho da mãe, Rayra Duran, 26, que é confeiteira. Algumas vezes até ajuda na montagem de bolos, trufas e até de ovos de Páscoa. 

Isabella de Oliveira Teixeira, 9, também se encanta com área da saúde, mas de humanos. Ela quer ser médica pediatra. O desejo ficou mais forte após o início dos estudos sobre o corpo humano nas aulas de ciências e um papo com um primo, que exerce a profissão. “Sempre quis ser médica e agora, que eu estou estudando, estou indo bem. Tenho um primo que é cardiologista e já conversei com ele sobre isso. Me interessei em saber que posso cuidar de crianças e, por isso, me aprofundei no assunto, pesquisei sobre a área. Estou gostando”, completa a garota, que um dia também desejou ser professora.

Alice Wink Alves, 8, vislumbra o mundo virtual. Ela já produz vídeos que posta nas plataformas YouTube e Tik Tok. “Meu canal é pequeno, tem pouca gente (inscrita). Mas gravo vídeos cantando e dançando”, revela a garota, que conta com a ajuda do pai nas produções.

Mas isso não é definitivo. Ela também sonha em ser veterinária, cabeleireira ou maquiadora. A chegada de Nina, sua cachorrinha, foi o incentivo para crescer o interesse pela saúde dos animais. “Motivou. Mas ainda estou pensando”, pontua. 

Pais apoiam escolhas de profissões dos seus filhos 

Rayra Duran, 26 anos, Vânia Teixeira, 41, e Bianca Wink, 41, mães das pequenas Valentina Duran, 6, Isabella Teixeira, 9, e Alice Wink, 8, contam que apoiam as decisões quando o assunto é profissão e ressaltam que o diálogo é frequente, principalmente quando envolve pesquisas na internet. 

“Por mais que ela use a internet, conversamos que, por enquanto, ela precisa ser criança. Precisa estudar e brincar. Ela tem todo nosso apoio para ser o que quiser, desde que tenha idade para entender e administrar tudo isso”, finaliza Bianca.

Bate-papo é a melhor aposta

Diante da diversidade de profissões que passam pela imaginação, a professora, psicóloga e especialista em inclusão Vanessa Cristina Guilhermon aconselha as crianças a conhecer melhor cada atividade. 

Desde pequenos é fundamental que tenham informações de como é a jornada de trabalho, as tarefas e o público com que irá atuar. 

“Quanto mais informações as crianças e jovens tiverem sobre a profissão, a escolha será mais efetiva futuramente. É fundamental que tanto os pais quanto a escola também sejam procurados para ajudar nesse caminho”, reforça Vanessa Cristina Guilhermon. 

Além dos exemplos que as crianças possam seguir, existem também as experiências nos esportes ou cursos que podem ser feitos ainda durante a infância. Por isso, segundo a especialista, a conversa com os pais é tão importante. 

A psicóloga diz que é natural a garotada pensar em muitas opções. E, quando mais velhos, terão melhores condições para escolher que rumo seguir. “Depois desse período, na adolescência, os jovens vão observar as características das profissões que escolheram na infância”, destaca Vanessa Guilhermon. 



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