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Sônia Bridi discute a política armamentista brasileira em 'À Mão Armada'

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

03/05/2021 | 16:17


A jornalista Sônia Bridi comanda o primeiro podcast original Globoplay Armada, que trata sobre os efeitos diretos e indiretos da política armamentista brasileira nos últimos anos. O primeiro dos cinco episódios, já disponível no Globoplay, G1 e Deezer, traz os reflexos de mais de 30 atos normativos editados pelo Governo Federal, e dados alarmantes: somente em 2020, mais de 140 mil armas de fogo foram registradas no país. Os capítulos seguintes estarão disponíveis, semanalmente, aos domingos.

“À Mão Armada foi construído a partir de uma investigação jornalística rigorosa. Nossa antena está sempre conectada aos desejos do público e a política armamentista é um tema muito pertinente e discutido no Brasil atual. É um orgulho ter um material tão relevante, comandado por uma jornalista como Sônia Bridi, como primeiro podcast original do Globoplay” diz Erick Brêtas, diretor de produtos e serviços digitais da Globo.

Para gravar o podcast, Sônia Bridi percorreu cidades como São Paulo, Suzano, Florianópolis, Criciúma, Rio de Janeiro e Cuiabá. O primeiro episódio, “O assalto ao Bolsonaro e o desmonte do Estatuto do Desarmamento’, revisita o Brasil de antes do Estatuto do Desarmamento, mostra a discussão na época, o impacto da lei (quantas vidas foram salvas e quantas armas deixaram de entrar em circulação) e como ela vem sendo desmontada pelos decretos e portarias do atual governo.

Sônia diz que a gravação foi um grande desafio. "É o primeiro podcast em audiodocumentário original do Globoplay, abre uma porta para essa maneira de contar histórias. Acredito que o importante de reportagens e documentários é a apuração bem feita, o compromisso com os fatos, uma narrativa clara e envolvente. O podcast permite isso, e abre a porta de acesso à informação de qualidade para um pública que se identifica com esse formato. Em maio do ano passado fiz, com a mesma equipe, uma reportagem especial para o Fantástico sobre esse assunto. Decidimos ampliar a reportagem, contando detalhes dos casos, mostrando as relações de causa e efeito, contando histórias de famílias impactadas diretamente pela política armamentista do governo federal. Nos últimos anos, temos visto uma facilitação crescente no acesso às armas no Brasil. Partimos de uma estatística: nos dois primeiros anos do governo Bolsonaro o número de armas registradas no Brasil dobrou em relação aos dois anos anteriores. Isso inverteu uma tendência que vinha desde a aprovação do estatuto do desarmamento. Recuperamos um pouco da história da arma de fogo no Brasil para responder a duas perguntas: esse aumento no número e na letalidade de armas de fogo em circulação vai melhorar ou piorar no segurança pública? Devemos lembrar que, em números absolutos, o Brasil já é o país com maior número de mortes violentas intencionais do planeta. E, o que essa liberação de armas significa para a democracia brasileira? Ouvimos especialistas em segurança pública, gente que é contra e a favor, como o deputado Capitão Augusto, chefe da bancada da bala, e o ex-deputado Alberto Fraga, que fundou essa bancada. Mas ouvimos também vítimas, parentes de vítimas, investigadores."

Segundo ela, a pandemia reforçou ainda mais a importância do jornalismo profissional, correto, confiável. "Com a proliferação das fake news e diante de uma doença ainda desconhecida, as pessoas buscaram informação bem apurada e de qualidade. E o podcast encontrou seu espaço durante a pandemia, porque é um formato que aproxima muito o narrador do ouvinte. Cria uma situação de intimidade, de alguém ouvindo uma história. Não me surpreende que esse formato tenha deslanchado durante o isolamento, em que as pessoas precisam se sentir acompanhadas. Sobre os desafio de fazer uma série em podcast, essa é a primeira vez que conto uma história em primeira pessoa em uma grande reportagem ou documentário. Faço TV desde os 19 anos de idade. São quase 40 anos me treinando para não descrever cenas, para não ser redundante. Para o podcast, tive de virar uma chave. Acho incrível explorar novas formas de apresentar informações e ter a oportunidade de fazer uma reportagem como essa em um formato desafiador e, sem dúvida, inovador", finaliza a jornalista.



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