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Reservatórios da região têm níveis mais críticos que na crise hídrica

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Principal problema é o Rio Claro, que abastece Santo André e está com 67% da capacidade


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

02/05/2021 | 07:00


Dois dos quatro reservatórios que abastecem o Grande ABC, os sistemas Rio Claro e Rio Grande apresentaram em abril níveis mais baixos do que na crise hídrica, que afetou todo o Estado em 2014. Juntos, os mananciais abastecem cerca de 2 milhões de pessoas em Santo André, São Bernardo e Diadema. O principal problema está no Rio Claro, que atende Santo André e atualmente apresenta capacidade de 66,9%. Em 2014, estava transbordando, com 102%. Já o Rio Grande está com 91,1% e tinha 96,1% no ano da crise. As informações são da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) – veja os números na arte ao lado.

Mesmo depois do período de chuvas – entre novembro e março –, especialistas alertam para o fato de os mananciais não terem enchido o suficiente para suportar o período de seca, que vai até outubro. O ideal era que os mananciais estivessem com pelo menos 80% da capacidade. “Podemos dizer que estamos passando por uma crise de gestão hídrica. Tivemos uma lição em 2014 e, até agora, nada foi feito. Estamos saindo de um período de fortes chuvas, que teoricamente era para nos auxiliar, para entrar no tempo seco em boas condições, mas temos situação bem preocupante”, afirmou a bióloga e coordenadora do Projeto IPH (Índice de Poluentes Hídricos) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Marta Marcondes.

De acordo com a especialista, em 2014, no período da crise hídrica, os sistemas Rio Grande e Rio Claro permaneceram com registro de capacidade satisfatório em relação aos demais mananciais. “São sistemas que ainda estão em região de proteção, têm um respiro, mesmo que seja pouco. Essa áreas de proteção possuem vegetação, diferentemente do Cantareira, que, além de abastecer muito mais gente, sofre com outros problemas”, explica Marta. O sistema Cantareira, que supre São Caetano, em abril de 2014 registrou 10,9% da capacidade, mas no início de 2015 chegou a esvaziar completamente. No mês passado estava com 50,9% da capacidade. Já o sistema Alto Tietê, que abastece Mauá, entre outros municípios da Região Metropolitana, apresentava índice de 36,1% da capacidade em 2014, enquanto atualmente registra 59,7%.

De acordo com a Sabesp, “não há risco de desabastecimento neste momento na Região Metropolitana”, mas a companhia reforça a necessidade do uso consciente da água em qualquer época do ano. Ainda segundo a empresa, o sistema é integrado, ou seja, permite transferências rotineiras entre regiões, obras que foram realizadas desde a crise hídrica, como a interligação Jaguari-Atibainha (que traz água da bacia do Rio Paraíba do Sul para o Cantareira) e novo sistema São Lourenço, inaugurado em abril de 2018, que pode bombear água para o Cantareira, além do manancial de Cotia. A Sabesp ainda aponta “níveis satisfatórios” para passar pela estiagem, entre maio e setembro.

OUTRO PROBLEMA
Além da chuva que não está sendo suficiente para encher os reservatórios, Marta cita a perda de água durante as distribuições aos municípios como agravante. Segundo a bióloga, existem cidades que chegam a perder de 20% a 30% de água tratada na hora da distribuição. “Isso acontece por causa dos vazamentos, canalizações antigas e até ligações clandestinas, o que conta muito nesse momento.”

Adutora em Mauá vai beneficiar 73 mil pessoas
A Prefeitura de Mauá iniciou, na quarta-feira, obra que promete acabar com boa parte do problema da falta de água na cidade. A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) começou a implantação da nova adutora do município, que vai interligar o reservatório principal da autarquia estadual, localizado na Vila Magini, ao novo reservatório, que será construído no Jardim Anchieta. A previsão da empresa é a de que a tubulação esteja toda instalada até novembro deste ano.

Com a instalação, o sistema beneficiará mais de 73 mil habitantes de bairros como Jardim Guapituba, Jardim Anchieta, Jardim Primavera, Parque das Américas, Jardim Santa Lídia e Vila Falchi. Nos próximos meses, a Sabesp vai lançar as licitações para as construções da Estação Elevatória de Água, que será na Avenida Portugal, e do reservatório que ficará localizado no fim da Rua Manoel Franco, com capacidade de armazenar 10 milhões de litros de água. Esse conjunto de obras está estimado em R$ 33 milhões.

FISCALIZAÇÃO
O governo do Estado apresentou sexta-feira ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC estrutura para fiscalização das áreas de mananciais da região. O objetivo dos GFIs (Grupos de Fiscalização Integrada) é incrementar as ações de proteção nas áreas de mananciais, responsáveis pela produção e conservação de água para o abastecimento humano. As atividades realizadas incluem reuniões entre o governo estadual e os municípios e ações de fiscalização integradas, além de perspectivas como o fomento ao desenvolvimento de projetos e o desenvolvimento de um sistema de proteção ambiental integrada.



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