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Após 45 anos, andreenses do
Sacadura vão receber escrituras

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeitura de Santo André começou processo de regularização fundiária em parceria com Estado; finalização deve ficar para 2022


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

01/05/2021 | 00:01


Moradores do bairro Sacadura Cabral, em Santo André, comemoram o que parece ser o fim de uma novela que já dura 45 anos. A Prefeitura deu início ao sonhado processo de regularização fundiária na comunidade, que será feito em parceria com a Secretaria de Habitação do Estado, sem custo às famílias, por meio do programa Cidade Legal.

O projeto, porém, não será finalizado este ano, já que terá de passar por etapas, como a identificação de todos os lotes e imóveis existentes na área, e também o cadastramento e coleta de cópias de documentos para serem encaminhados ao Cartório de Registro de Imóveis. São 514 lotes, atendendo cerca de 1.500 famílias.

O Estado fará o aporte total dos recursos necessários, no valor de R$ 4.408.229,57, e a Prefeitura de Santo André prestará apoio local e o gerenciamento dos trabalhos.

Embora a Secretaria de Habitação municipal não crave prazo, estimando que a finalização do processo ocorra apenas no primeiro semestre de 2022, os moradores já falam em “grande vitória”.

Nascido e criado no bairro, Marcelo Rodrigues, 43 anos, tornou-se líder comunitário do Sacadura Cabral em 2012, justamente para tomar frente das tratativas de melhoria no local. Segundo ele, o primeiro processo de urbanização do bairro foi em 1998 e, desde então, a luta pela regularização seguiu. “Em meados de 2003 foi finalizada a primeira parte, quando passamos a ter casas de alvenaria, saneamento básico, energia elétrica e mais dignidade”, elencou. “Com essa regularização finalizada, teremos, enfim, valorização do bairro, saindo de um local que era favela, que se tornou núcleo habitacional e agora será reconhecido, de fato, como bairro, com moradias regularizadas”, comemorou Marcelo.

Também líder comunitário, Roni Gomes Bonfin, 53, conhecido como Zezé, afirma que pensar que as mais de 500 moradias terão escritura é como se “a luz do fim do túnel estivesse chegando”. “Temos filhos e, no meu caso, só de pensar que terei o que deixar (de herança) é muito gratificante”, afirmou Zezé.

Segundo o secretário de Habitação e Regularização Fundiária de Santo André, Rafael Dalla Rosa, por meio do convênio com o Cidade Legal, o município está regularizando outros 13 assentamentos, ultrapassando a marca de 3.300 unidades. “Desde 2016 já foram mais de 6.000 matrículas entregues e lutaremos para bater mais um recorde, entregando mais e mais matrículas aos moradores andreenses”, ressaltou o chefe da pasta.

Secretário de Habitação do Estado, Fernando Marangoni disse que está “muito satisfeito com o início do processo”. “Essa é mais uma conquista para Santo André, a exemplo do Centreville, do Tamarutaca e o Jardim Irene II (atualmente Jardim Ciprestes). É moradia digna e cidadania para a nossa população andreense”, comemorou.



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