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Após protestos, Ocupação Manoel Aleixo e Casa Helenira se reúnem com prefeito de Mauá

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Assunto foi o leilão que ameaça a remoção das duas ocupações na Vila Bocaina


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

27/04/2021 | 15:59


Representantes da Ocupação Manoel Aleixo e da Casa de Referência para Mulheres Helenira Preta, ambas na Vila Bocaina, no Centro de Mauá, se reuniram ontem com o prefeito Marcelo Oliveira (PT) para tratar sobre o leilão que ameaça a remoção das duas ocupações, localizadas no mesmo terreno. A negociação para permanência das 40 famílias que vivem no local, além da continuidade do serviço da Casa de Referência, que já atendeu centenas de mulheres vítimas de violência doméstica no município, perdura há pelo menos um mês.

Segundo o MLB (Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas ) e o Movimento de Mulheres Olga Benario, que atuam no auxílio dessas ocupações, no encontro o prefeito se comprometeu a falar pessoalmente com os secretários de habitação, planejamento urbano e de mulheres, para que haja mais uma rodada de conversas com os movimentos, porém, dessa vez, na tentativa de achar soluções pra garantir moradia às famílias, além da continuidade do funcionamento da Casa Helenira Preta.

Ao longo da conversa as lideranças dos movimentos se mostraram abertas e flexíveis na negociação e relataram ao chefe do Executivo os benefícios que os serviços prestados pelas ocupações garantem na cidade. O encontro com o prefeito, porém, só foi alcançado depois que na ultima quinta-feira (22), famílias organizadas pelo MLB e o Movimento de Mulheres Olga Benario realizaram um ato com centenas de pessoas em frente ao Paço, onde uma comissão foi recebida por vereadores da cidade, que firmaram o compromisso de iniciarem o processo para abertura de uma audiência pública sobre o tema nesta terça-feira (27).

Segundo os movimentos, esta foi uma ação “dentre várias que tem se realizado desde de a abertura do leilão, todas com grande apoio da população ao trabalho realizado no espaço das ocupações que contam com atividades culturais, atividades para crianças e com mulheres mães, oficinas profissionalizantes, cursos, bibliotecas, campanhas de solidariedade, entre outros.”

Embora as negociações entre as Ocupações e a Prefeitura pareçam avançar, na noite de ontem o movimento foi surpreendido com um lance na última hora do leilão com o valor mínimo necessário. Os movimentos informaram, em nota, que “este lance indica realmente a necessidade da vigilância e da mobilização popular para garantir os direitos das famílias pobres e das mulheres frente aos interesses da especulação imobiliária e de investidores milionários”. 



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