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Banco de dados do SUS
aponta falha em vacinação

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Registro mostra Sto.André com 2.747 aplicações de imunizantes distintos na 1ª e 2ª doses; Prefeitura nega


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

24/04/2021 | 00:01


Levantamento realizado junto ao banco de dados do Ministério da Saúde, que concentra informações sobre a vacinação contra a Covid no Brasil, identificou 16,5 mil casos de pessoas que teriam recebido duas doses, sendo uma da Coronavac e a outra da Oxford/Astrazeneca. De acordo com os dados, Santo André seria a cidade com o maior número de ocorrências, com 2.747 registros. O levantamento foi realizado e divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo.

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), lamentou os dados divulgados e explicou que a UBS (Unidade Básica de Saúde) Espírito Santo, apontada no levantamento como equipamento onde quase todos os registros de erros foram feitos na cidade está fora da campanha de imunização. “Essa unidade nem está sendo usada para vacinação. O sistema só recebe dados das vacinas do drive-trhu e temos rígido controle, a certeza de que nenhuma pessoa foi vacinada com doses de fabricantes diferentes”, afirmou.

Segundo o chefe do Executivo, os dados foram inseridos da forma correta no sistema, mas na hora da migração realizada pelo governo do Estado para o governo federal, foram geradas as inconsistências. “A gente lamenta, profundamente, que expuseram nossa cidade à falsa informação. Não foram a campo pesquisar, não apuraram”, afirmou. A Secretaria de Saúde de Santo André informou, em nota, que não houve, até o presente momento, o registro de pessoas que foram vacinadas, por engano, com doses de laboratórios diferentes na cidade. Que houve, sim, problemas operacionais identificados e superados, por diversos municípios.

“Portanto, não houve aplicação de dose trocada, mas falha no sistema de informação. As mesmas referem-se ao sistema de migração dos dados e já foram reportadas ao Programa Estadual de Imunização. Esclarecemos ainda que, sobre o recebimento das segundas doses, o município não teve qualquer problema referente a programação ou prazos. Bem como não registramos o problema de não haver vacina de uma mesma marca para aplicação da segunda dose”, concluiu o comunicado.

O governo do Estado de São Paulo informou que a plataforma Vacivida apontava ontem 797 registros de aplicações com imunizantes contra Covid diferentes entre primeira e segunda dose. Segundo a nota, os dados divulgados pelo Ministério da Saúde possuem defasagem com relação aos importados da base estadual. “Grande parte destes registros foi analisada e os eventuais erros de inserção foram corrigidos pelos municípios, conforme orientação da Secretaria de Estado da Saúde.”

A pasta destacou que cabe ao município acompanhar, orientar e prestar assistência aos pacientes, se necessário. Que é fundamental verificar a dose antes de aplicá-la, conferindo lote e demais detalhes que devem ser cadastrados e registrados tanto na carteira de vacinação do cidadão quanto no sistema oficial de informação. E que a pessoa que eventualmente for imunizada e tiver dúvidas e/ou apresentar alguma reação deve procurar um serviço de saúde para que este realize os procedimentos técnicos e de orientação necessários.

Já o Ministério da Saúde informou que acompanha os registros de casos de intercâmbio vacinal, que correspondem à aplicação de duas doses de laboratórios diferentes da vacina contra a Covid-19. “Foram registradas, até o momento, 481 ocorrências desses eventos no e-SUS Notifica e outros 16 mil identificados no sistema SI-PNI (Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações)”.

NA REGIÃO
No Grande ABC, até o momento, apenas um caso de intercâmbio vacinal foi confirmado, em Mauá. Um funcionário público tomou a primeira dose da Oxford/Astrazeneca e a segunda da Coronavac e expôs o caso nesta semana.



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