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Associação de São Bernardo reclama de falta de apoio da prefeitura

Organização auxilia cerca de 200 famílias e afirma que desde o ano passado não recebe doações


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

23/04/2021 | 13:55


As prateleiras da geladeira e dos armários já estiveram mais cheias. Antes da pandemia de Covid-19, a doméstica Maria Oliveira Alves, 54 anos, consegui garantir sua alimentação, mas há mais de um ano, passou a depender cada vez mais de doações e da ajuda de familiares. Moradora do Jardim Farina, em São Bernardo, Maria mora com um filho e faz parte das cerca de 200 famílias que são auxiliadas pela Associação Habitacional e de Ação Social Conjunto 13 de Maio. Segundo os colaboradores da instituição, desde março do ano passado, a Prefeitura de São Bernardo repassa nenhum tipo de doação para ser distribuída às famílias.

Presidente da associação, Marisete Jesus dos Santos, 57 anos, afirmou que já chegou a buscar doações no Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura de São Paulo, mas que com o agravamento da crise, foi orientada a procurar o município onde reside. “Cadastramos em São Bernardo 108 famílias que não recebiam Bolsa Família, nem o cartão merenda (auxílio para os alunos durante a suspensão das aulas presenciais). Nos deram 70 cestas básicas. Conseguimos também algumas frutas e verduras no banco de alimentos, dividimos, deu para ajudar muita gente. Mas de lá para cá, não doaram mais nada”, reclamou.

Marisete relatou que há poucos dias esteve no Fundo Social e viu um caminhão descarregando diversas cestas básicas. Explicou para os funcionários sobre as necessidades das famílias que a associação atende, mas não conseguiu agendar uma entrega. “Quem já passou fome sabe o quanto é triste. A fome mata”, afirmou. “Trabalhamos há mais de 30 anos, temos todos os registros, por que não recebemos ajuda”, questionou.

A dona de casa Nelma Maria da Silva, 63, é uma das pessoas que colabora com a associação e tem sido testemunha das dificuldades que as famílias estão enfrentando. “A situação está difícil, a gente não está recebendo doações. Tem muita gente que precisa e eles não estão entregando. A gente vai no banco de alimentos, chega lá tem um monte de coisa, mas eles falam que estão entregando para outras pessoas”, afirmou.

Questionada, a Prefeitura de São Bernardo contestou a versão dos integrantes da associação. Em nota, alegou que a Associação Habitacional e de Ação Social Conjunto 13 de Maio realizou cadastro como "Associação Parceira" em 2020 e fez a retirada de doações nos meses de maio, junho e julho. Segundo a administração municipal, para o ano vigente de 2021, a entidade não realizou a atualização cadastral, conforme comunicado publicado no jornal Notícias do Município, de 8 de janeiro de 2021, sendo este o critério do Fundo Social para o atendimento de entidades do terceiro setor cadastradas/parceiras.

“A Administração informa, ainda, que a associação já conhece o procedimento, pois realizou o cadastro em 2020. Também foi orientada sobre a possibilidade de atualização cadastral para 2021, caso tenha interesse”, concluiu o comunicado. 



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Associação de São Bernardo reclama de falta de apoio da prefeitura

Organização auxilia cerca de 200 famílias e afirma que desde o ano passado não recebe doações

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

23/04/2021 | 13:55


As prateleiras da geladeira e dos armários já estiveram mais cheias. Antes da pandemia de Covid-19, a doméstica Maria Oliveira Alves, 54 anos, consegui garantir sua alimentação, mas há mais de um ano, passou a depender cada vez mais de doações e da ajuda de familiares. Moradora do Jardim Farina, em São Bernardo, Maria mora com um filho e faz parte das cerca de 200 famílias que são auxiliadas pela Associação Habitacional e de Ação Social Conjunto 13 de Maio. Segundo os colaboradores da instituição, desde março do ano passado, a Prefeitura de São Bernardo repassa nenhum tipo de doação para ser distribuída às famílias.

Presidente da associação, Marisete Jesus dos Santos, 57 anos, afirmou que já chegou a buscar doações no Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura de São Paulo, mas que com o agravamento da crise, foi orientada a procurar o município onde reside. “Cadastramos em São Bernardo 108 famílias que não recebiam Bolsa Família, nem o cartão merenda (auxílio para os alunos durante a suspensão das aulas presenciais). Nos deram 70 cestas básicas. Conseguimos também algumas frutas e verduras no banco de alimentos, dividimos, deu para ajudar muita gente. Mas de lá para cá, não doaram mais nada”, reclamou.

Marisete relatou que há poucos dias esteve no Fundo Social e viu um caminhão descarregando diversas cestas básicas. Explicou para os funcionários sobre as necessidades das famílias que a associação atende, mas não conseguiu agendar uma entrega. “Quem já passou fome sabe o quanto é triste. A fome mata”, afirmou. “Trabalhamos há mais de 30 anos, temos todos os registros, por que não recebemos ajuda”, questionou.

A dona de casa Nelma Maria da Silva, 63, é uma das pessoas que colabora com a associação e tem sido testemunha das dificuldades que as famílias estão enfrentando. “A situação está difícil, a gente não está recebendo doações. Tem muita gente que precisa e eles não estão entregando. A gente vai no banco de alimentos, chega lá tem um monte de coisa, mas eles falam que estão entregando para outras pessoas”, afirmou.

Questionada, a Prefeitura de São Bernardo contestou a versão dos integrantes da associação. Em nota, alegou que a Associação Habitacional e de Ação Social Conjunto 13 de Maio realizou cadastro como "Associação Parceira" em 2020 e fez a retirada de doações nos meses de maio, junho e julho. Segundo a administração municipal, para o ano vigente de 2021, a entidade não realizou a atualização cadastral, conforme comunicado publicado no jornal Notícias do Município, de 8 de janeiro de 2021, sendo este o critério do Fundo Social para o atendimento de entidades do terceiro setor cadastradas/parceiras.

“A Administração informa, ainda, que a associação já conhece o procedimento, pois realizou o cadastro em 2020. Também foi orientada sobre a possibilidade de atualização cadastral para 2021, caso tenha interesse”, concluiu o comunicado. 

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