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Saldo da carteira de crédito dos bancos deve crescer 1,1%, diz Febraban



23/04/2021 | 13:26


A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) calcula que o saldo total da carteira de crédito dos bancos brasileiros deve mostrar crescimento de 1,1% nos dados de março na comparação com fevereiro deste ano. O saldo acumulado em 12 meses, porém, deve subir 14,2%, uma desaceleração em relação aos 16,1% registrados no mês passado.

De acordo com o diretor de economia, regulação prudencial e riscos da Febraban, Rubens Sardenberg, a desaceleração se dá pela base alta de comparação. Março de 2020 foi o mês em que as restrições para frear a disseminação da pandemia da covid-19 começaram a ser impostas no Brasil, o que levou grandes empresas a uma corrida por liquidez que causou a expansão da carteira de crédito. Naquele mês, a alta registrada foi de 2,8%.

A previsão da Febraban é de que a carteira livre deve ter puxado a desaceleração, com a expansão caindo de 22,5% para 13,5% em termos anuais. A expansão mensal neste segmento de crédito deve ser de 1,8%. Na carteira de pessoa jurídica com recursos direcionados, deve haver estabilidade em março ante fevereiro (+0,1%). A entidade atribui a previsão ao fim dos programas públicos de crédito.

"O resultado de março pode ser considerado uma surpresa positiva, sugerindo que a piora da pandemia e a retomada das medidas restritivas na maioria dos Estados, até agora, afetou menos a atividade econômica do que o esperado", diz Sardenberg em nota. Na carteira de crédito para pessoas físicas, a alta deve ficar em 1,1%. No segmento de recursos direcionados, em especial, deve haver alta mensal de 1,2%, puxada pelo crédito imobiliário.

Nas concessões, a entidade espera alta de 29,9% em março ante fevereiro, resultado atribuído à maior quantidade de dias úteis em relação ao mês anterior. Sem este efeito, a alta calculada é de 7,3%. Entre pessoas jurídicas, a alta deve ser de 22,4% considerada a média dos dias úteis. No mesmo método, as concessões para pessoas físicas devem cair 4,2%, já mostrando impacto das medidas de distanciamento social, especialmente em produtos como cartão de crédito.

Os dados oficiais de crédito de março serão divulgados pelo Banco Central no próximo dia 29. Os números compilados pela Febraban são uma espécie de prévia, e tomam como base os dados consolidados dos principais bancos do País. Estas instituições respondem por até 89% do saldo total do sistema financeiro brasileiro, dependendo da linha de crédito analisada.



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Saldo da carteira de crédito dos bancos deve crescer 1,1%, diz Febraban


23/04/2021 | 13:26


A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) calcula que o saldo total da carteira de crédito dos bancos brasileiros deve mostrar crescimento de 1,1% nos dados de março na comparação com fevereiro deste ano. O saldo acumulado em 12 meses, porém, deve subir 14,2%, uma desaceleração em relação aos 16,1% registrados no mês passado.

De acordo com o diretor de economia, regulação prudencial e riscos da Febraban, Rubens Sardenberg, a desaceleração se dá pela base alta de comparação. Março de 2020 foi o mês em que as restrições para frear a disseminação da pandemia da covid-19 começaram a ser impostas no Brasil, o que levou grandes empresas a uma corrida por liquidez que causou a expansão da carteira de crédito. Naquele mês, a alta registrada foi de 2,8%.

A previsão da Febraban é de que a carteira livre deve ter puxado a desaceleração, com a expansão caindo de 22,5% para 13,5% em termos anuais. A expansão mensal neste segmento de crédito deve ser de 1,8%. Na carteira de pessoa jurídica com recursos direcionados, deve haver estabilidade em março ante fevereiro (+0,1%). A entidade atribui a previsão ao fim dos programas públicos de crédito.

"O resultado de março pode ser considerado uma surpresa positiva, sugerindo que a piora da pandemia e a retomada das medidas restritivas na maioria dos Estados, até agora, afetou menos a atividade econômica do que o esperado", diz Sardenberg em nota. Na carteira de crédito para pessoas físicas, a alta deve ficar em 1,1%. No segmento de recursos direcionados, em especial, deve haver alta mensal de 1,2%, puxada pelo crédito imobiliário.

Nas concessões, a entidade espera alta de 29,9% em março ante fevereiro, resultado atribuído à maior quantidade de dias úteis em relação ao mês anterior. Sem este efeito, a alta calculada é de 7,3%. Entre pessoas jurídicas, a alta deve ser de 22,4% considerada a média dos dias úteis. No mesmo método, as concessões para pessoas físicas devem cair 4,2%, já mostrando impacto das medidas de distanciamento social, especialmente em produtos como cartão de crédito.

Os dados oficiais de crédito de março serão divulgados pelo Banco Central no próximo dia 29. Os números compilados pela Febraban são uma espécie de prévia, e tomam como base os dados consolidados dos principais bancos do País. Estas instituições respondem por até 89% do saldo total do sistema financeiro brasileiro, dependendo da linha de crédito analisada.

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