Fechar
Publicidade

Sábado, 15 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

economia@dgabc.com.br | 4435-8057

Clima: Brasil avançou na pauta, mas credibilidade é problema, diz consultor



23/04/2021 | 08:38


Houve progressos na pauta ambiental apresentada nesta quinta-feira (22) pelo presidente Jair Bolsonaro na Cúpula do Clima, avaliou o produtor rural e consultor em agronegócio Pedro de Camargo Neto. No entanto, para ele, que foi secretário de Produção do Ministério da Agricultura, "a credibilidade é o problema".

Camargo Neto lembrou que o Brasil alterou as propostas apresentadas antes, em dezembro, adiantando para 2050 - em vez de 2060 - a intenção de zerar as emissões de gases do efeito estufa. Entretanto, o consultor lembrou que a fala do presidente "ignorou o plano recentemente apresentado pelo vice-presidente, Hamilton Mourão".

Publicada no Diário Oficial da União de 9 de abril, a Resolução número 3, do Conselho Nacional da Amazônia Legal, presidida por Mourão, apresentava as propostas para reduzir o desmatamento e as emissões na Amazônia entre 2021 e 2022.

Mesmo também tendo avançado, em seu pronunciamento, em relação à carta enviada ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, há alguns dias, Jair Bolsonaro ainda tem como desafio "construir a credibilidade (do País), pois as mudanças, mesmo melhorando, indicam fragilidade das políticas", ressaltou. "Vamos aguardar. Passar o pires fragiliza agora, mas houve uma melhora nos compromissos."

Em seu discurso na Cúpula do Clima, Bolsonaro se comprometeu a alcançar a neutralidade climática no Brasil até 2050, "antecipando em dez anos a sinalização anterior". Além disso, disse que o Brasil pretende eliminar o desmatamento ilegal até 2030, "com a plena e pronta aplicação do Código Florestal", afirmando que a medida reduzirá em quase 50% as emissões de gases do efeito estufa no País até esta data.

Bolsonaro também voltou a pedir a ajuda de recursos internacionais para a preservação ambiental no Brasil. Cobrou "a justa remuneração pelos serviços ambientais prestados pelos bioma brasileiros ao planeta" e disse que, "neste ano, a comunidade internacional terá oportunidade singular de cooperar com a construção de futuro comum".



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Clima: Brasil avançou na pauta, mas credibilidade é problema, diz consultor


23/04/2021 | 08:38


Houve progressos na pauta ambiental apresentada nesta quinta-feira (22) pelo presidente Jair Bolsonaro na Cúpula do Clima, avaliou o produtor rural e consultor em agronegócio Pedro de Camargo Neto. No entanto, para ele, que foi secretário de Produção do Ministério da Agricultura, "a credibilidade é o problema".

Camargo Neto lembrou que o Brasil alterou as propostas apresentadas antes, em dezembro, adiantando para 2050 - em vez de 2060 - a intenção de zerar as emissões de gases do efeito estufa. Entretanto, o consultor lembrou que a fala do presidente "ignorou o plano recentemente apresentado pelo vice-presidente, Hamilton Mourão".

Publicada no Diário Oficial da União de 9 de abril, a Resolução número 3, do Conselho Nacional da Amazônia Legal, presidida por Mourão, apresentava as propostas para reduzir o desmatamento e as emissões na Amazônia entre 2021 e 2022.

Mesmo também tendo avançado, em seu pronunciamento, em relação à carta enviada ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, há alguns dias, Jair Bolsonaro ainda tem como desafio "construir a credibilidade (do País), pois as mudanças, mesmo melhorando, indicam fragilidade das políticas", ressaltou. "Vamos aguardar. Passar o pires fragiliza agora, mas houve uma melhora nos compromissos."

Em seu discurso na Cúpula do Clima, Bolsonaro se comprometeu a alcançar a neutralidade climática no Brasil até 2050, "antecipando em dez anos a sinalização anterior". Além disso, disse que o Brasil pretende eliminar o desmatamento ilegal até 2030, "com a plena e pronta aplicação do Código Florestal", afirmando que a medida reduzirá em quase 50% as emissões de gases do efeito estufa no País até esta data.

Bolsonaro também voltou a pedir a ajuda de recursos internacionais para a preservação ambiental no Brasil. Cobrou "a justa remuneração pelos serviços ambientais prestados pelos bioma brasileiros ao planeta" e disse que, "neste ano, a comunidade internacional terá oportunidade singular de cooperar com a construção de futuro comum".

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;